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A Nossa Terra, O Nosso Altar, de André Guiomar (Seleção Outros Olhares · 2021)


Selecção Outros Olhares – Sexta, 12 nov. – 21:45
Casa do Cinema de Coimbra

A demolição de um bairro afeta a identidade de uma comunidade e o seu sentimento de pertença, forçando a adaptação. “A Nossa Terra, o Nosso Altar” testemunha as rotinas cotidianas e a tensão causada pela iminente demolição das torres onde os habitantes do bairro do Aleixo viveram toda a sua vida, enquanto a gentrificação lhes dita o destino.

“Our Land, Our Altar” witnesses the everyday routines and the tension caused by the impending demolition of the towers where Aleixo inhabitants have lived in their entire lives – as gentrification dictates the dispersion of these low income communities. In 2013, Aleixo’s neighbourhood, in Porto, was halfway through a demolition process. As a well-known drug center, Aleixo became a difficult ghetto to accept and understand. This film starts in a transition process where two of the five towers were already demolished and their habitants relocated. The remaining residents are still waiting for the letters that will confirm the same inevitable fate. In the meantime, they struggle to deal with a suspended place, trying to keep a normal life and simultaneous feeling the anxieties of an unavoidable farewell. Six years after (2019), there are still people living at the neighbourhood. Throughout those years, all the anger was replaced by a weakness and an overall felling of impotence.

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José-Augusto França – Liberdade Cor de Homem, de Ricardo Clara Couto (Seleção Outros Olhares · 2021)


Selecção Outros Olhares – Quinta, 11 nov. – 21:45
Casa do Cinema de Coimbra

Um documentário que procura responder a uma pergunta sobre a mais importante figura da História de Arte em Portugal no século XX: quem é o enigma José-Augusto França? O professor e escritor é a sua vasta obra, os cursos que criou e os discípulos que deixou. José-Augusto França é a figura subversiva que fez parte do Grupo Surrealista de Lisboa, um assumido admirador de Charles Chaplin e de Alexandre O’Neill, um habitante de Jarzé, em França, que manteve sempre uma relação de amor com Lisboa. Um factólogo e um autor de romances. Assinado por Ricardo Clara Couto e Nuno CostaSantos (autores de documentários sobre personalidades como Cláudio Torres, Ruy d’Athouguia e João Archer deCarvalho) e com produção da Clara Amarela Films, o filme é uma incursão pela vida e obra do autor, feita a partir de uma longa e rara entrevista com o próprio e de depoimentos de pessoas próximas. Conta com uma série de animações que homenageiam José-Augusto França com a criatividade e a liberdade referidas no título, uma expressão famosa do líder surrealista André Breton.

A documentary that seeks to answer a question about the most important Portuguese figure in the History of Art of the 20th Century: Who is the enigma José-Augusto França? The teacher and writer is his vast work, the courses he created and the disciples he left? José-Augusto França is the subversive figure who was part of the Surrealist Group of Lisbon, admirer of Charles Chaplin and Alexandre O ́Neill, an inhabitant of Jarzé, a small village in France, despite his permanent love affair with Lisbon. A factologist and author of novels. Signed by Ricardo Clara Couto and Nuno Costa Santos (authors of documentaries about personalities such as the archeologist Cláudio Torres and the architects Ruy d ́Athouguia and João Archer de Carvalho) and produced by Clara Amarela Films, this documentary is an incursion into the life and work of the author, based in a long and rare interview and testimonials from closed friends of him. The documentary also has a series of animations that pay homage to José-Augusto França, with the creativity and freedom mentioned in the title, a famous expression authored by surrealist leader André Breton.

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Delfos 2020, de Eduardo Prado Cardoso (Seleção Outros Olhares · 2021)


Selecção Outros Olhares – Quinta, 11 nov. – 21:45
Casa do Cinema de Coimbra

A busca por um poema experimental de E. M. de Melo e Castro feito nos anos 80 traz à tona limitações e profecias sobre tecnologia, arte e espacialidades no fatídico ano de 2020.

The search for an experimental poem made in the 80’s brings to the surface conditions of technology, art and space in the prophetic year of 2020.

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Películas, de Tiago Resende (Seleção Outros Olhares · 2021)


Selecção Outros Olhares – Quinta, 11 nov. – 21:45
Casa do Cinema de Coimbra

“Estou em Viseu, o tempo dá de súbito um salto para trás”. “Películas” é o nome do livro de poesia que empresta o nome ao filme-ensaio realizado a partir da vida e obra de Luís Miguel Nava (LMN) – Poeta homossexual, nascido na conservadora cidade de Viseu, morto em Bruxelas, e cuja magnifica obra poética é desconhecida pela maioria dos viseenses. Película é uma pele muito fina ou superficial, algo que reveste o corpo humano, mas é também o que está por baixo dessa pele, todo o organismo que não podemos ver. É uma fina camada de gelatina que reveste filmes, filme de cinema. A partir dos arquivos de filmes de super 8 da minha família e de excertos do filme “Un chant d’amour” (1950), de Jean Genet, constrói-se um “corpo” marcado por memórias, por várias peles, as películas de Nava, pelos seus poemas e pelas suas paisagens. “Películas”, o seu primeiro livro de poesia, serve de inspiração para este filme, cuja narrativa é adensada pelas trevas expelidas do “Vulcão”, o seu último livro. Cada película, cada imagem, cada poema, cada paisagem remete-me para os lugares que mais me são caros: a praia, o mar, o sonho e a liberdade. Este filme é a minha carta de despedida para LMN; a carta de alguém que não teve a oportunidade de o conhecer.

“I am in Viseu, time suddenly jumps backwards.” A film-essay on the life and work of Luís Miguel Nava, a homosexual poet and Viseu, a conservative city, who never wanted him to speak. Film is a very thin or superficial skin, something that covers the human body, but it is also what is under that skin, the whole organism that we cannot see. It is a thin layer of gelatin that coats films, cinema film. From the archives of super 8 films from my family and extracts from the film “Un chant d’amour” (1950), by Jean Genet, a body is built marked by memories, by various skins, Nava films, his poems, his landscapes. “Películas”, his first poetry book, serves as inspiration for this film, which culminates in darkness (“Volcano”). Each film, each image, each poem, each landscape leads to a single place, the beach, the sea, the dream, freedom. “Films” is a farewell letter from someone who has not met him.

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As Sombras e os Seus Nomes, de João Pedro Amorim (Seleção Outros Olhares · 2021)


Selecção Outros Olhares – Quinta, 11 nov. – 21:45
Casa do Cinema de Coimbra

“As sombras e os seus nomes” é um filme-ensaio que parte de um conjunto de textos curtos de Walter Benjamin (“Kurze Schatten”) para refletir sobre a relação entre imagens, nomes e conhecimento.

“As sombras e os seus nomes” is a film-essay that takes a series of short texts by Walter Benjamin (“Kurze Schatten”) to reflect on the relation between images, names and knowledge.

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Naufrágio, de Sebastião Varela (Seleção Outros Olhares · 2021)


Selecção Outros Olhares – Quinta, 11 nov. – 21:45
Casa do Cinema de Coimbra

Um estudo sobre a memória, um exemplo de obsessão ou uma prisão em si. Rodrigo faz a escolha de se afogar numa memória, sem dar importância ao que o fez chegar lá ou ao que há de aparecer. Dentro deste sonho acordado, Rodrigo é feliz. Ao ser confrontado pela própria memória ficamos com a dúvida, será isto o exemplo de um grito de vitória, ou a aclamação da derrota?

A study about memory, an example of obsession or a prison in itself. Rodrigo chooses to submerge himself in a memory, regardless of what got him there or what might happen. Within this dream Rodrigo is happy. When confronted by the memory itself we are left with a question, is this a cry of victory, or the acclamation of defeat?

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O Casarão, de Filipe Araújo (Seleção Outros Olhares · 2021)


Selecção Outros Olhares – Quarta, 10 nov. – 21:45
Casa do Cinema de Coimbra

Um velho casarão apodrece no coração de uma aldeia, rasgada ao meio por uma estrada onde os carros já não param. Durante a ditadura, o edifício foi o mais progressista seminário católico português. António, vizinho da frente, cresceu e formou família à sua sombra. Desde a saída dos padres dominicanos, é o seu mais fiel caseiro — guardião dos fantasmas, memórias e corredores despidos de vida. Há anos abandonado, o antigo epicentro da região está agora na mira de uma nova vida.

An old house withers away at the heart of a village ripped in half by a road where cars no longer stop. During the dictatorship, this building was the most progressive Catholic seminary in Portugal. António, the front door neighbor, was brought up and raised a family in its shadow. Ever since the Dominican priests left, he has been its most faithful caretaker – keeper of ghosts, memories, and hallways now emptied of life. Abandoned for years, the town’s former epicenter now hopes for a new life.

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