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Dois Procuradores (Sergei Loznitsa, Drama, 118′, 2025)

União Soviética, 1937. Milhares de cartas de detidos falsamente acusados pelo regime são queimadas na cela de uma prisão. Contra todas as expectativas, uma delas chega ao seu destino: a mesa do recém-nomeado procurador local, Alexander Kornyev. Kornyev faz o possível para ir ao encontro do prisioneiro, vítima de agentes da polícia secreta, a NKVD. Bolchevique convicto e íntegro, o jovem procurador suspeita de crime. A sua busca por justiça levá-lo-á até ao gabinete do Procurador-Geral em Moscovo. Na época das grandes purgas estalinistas, este é o mergulho de um homem nos corredores de um regime totalitário que não se assume como tal. 

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Acreditamos em Ti (Arnaud Dufeys, Charlotte Devillers, Drama, 78′, 2025)

Hoje, Alice comparece perante um juiz e não há margem para erro. Tem de se fazer ouvir em defesa dos seus filhos, cuja custódia está a ser posta em causa. Conseguirá protegê-los do pai antes que seja tarde demais? Segundo a Organização Mundial de Saúde, o incesto afeta 24% das raparigas e 11% dos rapazes. 10% destas vítimas apresentam queixa. Apenas 2% consegue alguma vez obter justiça. 

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A Ilha dos Amores (Paulo Rocha, Drama, 170′, 1982)

O filme inspira-se na vida e obra do escritor Wenceslau de Moraes, que saiu de Portugal nos finais do século XIX para buscar no Japão uma “arte de viver” que conciliasse o material e o espiritual. Uma das obras mais arriscadas do cinema português, como nos conta Paulo Rocha: “Era um pouco megalómano: juntar todas as culturas, todas as artes, todos os estilos, todas as línguas.” Teve um assinalável êxito no Japão, onde foi descrito como “a unificação da memória coletiva da humanidade”. Cópia digitalizada e restaurada pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema. 

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Pai Nosso: Os Últimos Dias de Salazar (José Filipe Costa, Drama, Comédia, 113′, 2025)

Portugal, 1968. Salazar, o ditador fascista que no mundo mais tempo esteve no poder, cai de uma cadeira e sofre um AVC. Quando volta ao palacete de São Bento para convalescer, já não é Presidente do Conselho. Mas ninguém lhe conta a verdade: nem a fiel governanta Maria de Jesus, nem as criadas Aparecida, Socorro e Teresinha, nem o seu médico pessoal. Durante dois anos ele vive uma ilusão minuciosamente construída para acreditar que ainda é Presidente, até morrer em 1970. Uma das farsas mais absurdas da História, que muita gente ainda hoje ignora. 

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Saltitões (VP) (Daniel Chong, Animação, 105′, 2025)

O 30.º filme da Pixar, o estúdio de animação que é hoje pertença da Disney, passa-se num mundo em que existe a tecnologia de transferir, ou fazer saltitar (daí o nome), mentes humanas para corpos robóticos de animais. No centro de tudo está Mabel Tanaka, uma jovem de 19 anos cuja mente saltita para o corpo de um castor, isto para impedir que uma empresa de construção destrua o “habitat” dos castores da sua terra. Só que nem tudo é fácil: ela acaba por inspirar, sem querer, uma revolta dos animais contra os humanos no geral.

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Backrooms: O Labirinto (Kane Parsons, Thriller/Horror, 90′, 2026)

Inspirado no fenómeno viral da internet criado por Kane Parsons, Backrooms acompanha a descoberta de uma misteriosa passagem que conduz a uma dimensão paralela composta por corredores intermináveis, espaços vazios e labirínticos, iluminados por uma luz artificial inquietante. À medida que diferentes personagens entram neste universo estranho e claustrofóbico, percebem que não estão sozinhas: algo se esconde nas “Backrooms”. Presos num lugar onde a lógica da realidade deixa de existir, terão de lutar para sobreviver e encontrar uma saída — antes que sejam consumidos por forças desconhecidas. 

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Ali, Aqui (Colectivo ATLAS ALMADA, Drama, 70′, 2025)

Rafa sai de casa para fazer um recado ao pai, ir comprar vinho para a cachupa do almoço. Contrariado, anda de loja em loja num vaguear que o leva ao encontro de situações inesperadas. A partir da história principal, o filme revela outras. Nelson convence Txidy a cortar-lhe o cabelo em troca de ajuda; Jamir procura Tofinha nas hortas, junto ao rio Tejo; Sony deambula pelo Penajóia à procura de palavras para o seu poema Ali. Numa aventura pelos diversos bairros do Monte da Caparica, Ali, Aqui é uma versão de um território e de uma história, a partir do lugar de memória dos seus habitantes. Filme realizado colectivamente no âmbito do projeto de cinema comunitário Atlas Almada. 

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