É uma história com várias camadas de histórias. É sobre o pintor João Ayres (1921-2001), figura em trânsito, entre Moçambique e Portugal, que foi sendo esquecida das cronografias da arte moderna portuguesa, europeia ou africana. É também sobre a sua família – a quem foi deixado um importante acervo da obra – que é aqui representada pela narrativa actual de um dos netos, Diogo Camilo Alves, que tem vindo a pugnar pela conservação e reactivação da arte do avô, no sentido de mais poderem ter acesso a ela. E sobre a casa que construiu e onde viveu, onde permanecem obras suas e a sua memória está viva.
It’s a story with many layers. It’s about the painter Joao Ayres (1921 -2001) an artist in transit between Portugal and Africa who became forgotten in the narrative of Modern Art. It’s also a story about his family, who inherited a significant body of work. One of his grandchildren, Diogo Camilo Alves , the narrator , wants to make his grandfather’s art more accessible and has been fighting for its conservation and restoration. It’s also a story about the house that the painter build, where many of his work still reside and where is memory is very much alive.
Saber mais
Luzes distantes desenham a cidade. Navios brilhantes chegam com pessoas adormecidas e a noite torna-se líquida.
O semeador de estrelas acorda-os e eles viajam pela cidade, conversando sobre isso e aquilo, enquanto se despedem de tudo.
Distant lights draw the city. Shining ships arrive with sleeping people and the night turns liquid.
The stars’ sower wakes them up and they travel through the city, talking about this and that, while saying goodbye to everything.
Saber mais
Pouco se sabe sobre a misteriosa figura de Isabel Santaló, uma artista, hoje caída no esquecimento. Ocasionalmente, alguns visitantes vêm ao seu apartamento. Através deles e da voz de António López (“O Sol do Marmeleiro”, Víctor Erice), o único pintor que a recorda, damos forma a um filme poliédrico. Um retrato cinematográfico de Isabel Santaló que, bem dentro do filme, surpreendentemente se transforma a si próprio. Um filme sobre a memória e o esquecimento, sobre a Arte e o processo criativo, sobre o que significa ser uma mulher e um artista.
Little is known about the mysterious figure of Isabel Santaló, an artist, now forgotten. Occasionally, some visitors come to her apartment. Through them and the voice of António López (“O Sol do Marmeleiro”, Víctor Erice), the only painter who remembers her, we give shape to a polyhedral film. A cinematic portrait of Isabel Santaló who, deep within the film, surprisingly transforms herself. A film about memory and forgetting, about Art and the creative process, about what it means to be a woman and an artist.
Saber mais
Um casal de cineastas decide filmar um documentário sobre casais. No processo, problemas e tensões entre os dois força-os a questionar a sua própria relação e o significado do cinema.
A couple of filmmakers decide to shoot a documentary about couples. In the process, problems and tensions between the two force them to question their own relationship and the meaning of filmmaking.
Saber mais
Uma proposta para a história do corpo a partir do percurso de uma das maiores companhias de dança portuguesas do século XX. O documentário de Marco Martins caminha a par do desenvolvimento da dança em Portugal e da história política, económica e sociocultural do país. UM CORPO QUE DANÇA é a história da vivência de um novo corpo, em transformação, que se liberta do fascismo, e de uma sociedade em mudança que se abre ao mundo exterior. A partir de imagens de arquivo inéditas e entrevistas a vários criadores e bailarinos acompanhamos o trajeto de uma companhia extraordinária, através dos movimentos e das palavras dos seus protagonistas, da sua génese no início dos anos 60 até à extinção em 2005.
A proposal for the history of the body from the course of one of the greatest Portuguese dance companies of the 20th century. Marco Martins’ documentary goes hand in hand with the development of dance in Portugal and the country’s political, economic and sociocultural history. UM CORPO QUE DANÇA is the story of the experience of a new body, in transformation, that frees itself from fascism, and of a changing society that opens itself to the outside world. From unpublished archive images and interviews with several creators and dancers, we follow the path of an extraordinary company, through the movements and words of its protagonists, from its genesis in the early 60s to its extinction in 2005.
Saber mais
É véspera de Ano Novo. Jim e Morten jogam videojogos a noite toda, como todos os dias. Mas Morten, esta noite, está desconfortável.
It’s New Year’s Eve. Jim and Morten are playing videogames all night long, like every day. But Morten tonight is uncomfortable.
Saber mais
Antes dos navios porta-contentores saírem do porto, os amarradores prendem os contentores usando barras de metal pesadas. Eles são os últimos trabalhadores portuários a fazer trabalhos tão perigosos, cercados por veículos autónomos e guindastes operados remotamente. Cada corpo conta sua própria história: desde o luto por um colega que morreu no trabalho até apenas o prosseguir. Animais clandestinos aparecem como visões de um mundo mais natural.
Before container-ships leave port, lashers secure the containers using heavy metal bars. They are the last port workers to do such dangerous jobs surrounded by self-driven vehicles and remotely operated cranes. Each body tells its own story: from grieving for a colleague who died on the job to just keep going. Stowaway animals appear as visions of a more natural world.
Saber mais
Aos dezasseis anos, David é como qualquer adolescente, mas a sua beleza infantil repousa sobre um corpo corpulento e musculado. A sua obsessão pelo levantamento de pesos é impulsionada pela sua mãe Juana, uma artista perturbada cujo único objetivo é que o filho atinja a perfeição física até ao seu décimo sétimo aniversário. Com inúmeras horas passadas num ginásio sujo com um grupo variado de maníacos do ginásio, David procura desesperadamente o que significa ser um homem. Ao aproximar-se o seu aniversário, Juana exige crescimento a qualquer custo. Depressa os companheiros de David lhe oferecem perigosos atalhos químicos, levando-o a um ciclo de tormento físico e emocional. Empurrado em todas as direções por adultos que só tiram proveito dele e encurralado num corpo que está a crescer em proporções aberrantes, David enfurece-se contra esta armadura brutalmente imposta. E a única escapatória é deixar de ser perfeito.
At sixteen, David is much like any teenager, but his boyish good looks rest upon a hulking, muscular body. His weightlifting obsession is driven by his mother Juana, a troubled artist whose only goal is to have her son reach physical perfection by his seventeenth birthday. With countless hours spent at a grungy gym in the company of a motley clique of pumped-up gym rats, David desperately searches for what it means to be a man. With his birthday approaching, Juana demands growth at any cost. Soon David’s cohorts offer him dangerous chemical shortcuts, sending the teen spiraling into a cycle of physical and emotional torment. Pushed in every direction by adults who only take and trapped inside a body that is growing to freakish proportions, David rages against this brutally imposed armor. And his only way out is to stop being perfect.
Saber mais
Ludo não via Killian, o seu amigo de infância, há 15 anos. Quando sabe da sua morte súbita, volta a casa de Killian e relembra o misterioso último verão que passaram juntos.
Ludo hadn’t seen Killian, his childhood friend, for 15 years. When he learns about his sudden death, he comes back to Killian’s home and remembers the mysterious last summer they spent together.
Saber mais