Vítor Ferreira

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Discurso de Encerramento

Olá muito boa noite e bem vindos aos Caminhos do Cinema Português

É com um grande prazer que vós recebemos em Coimbra!

Pode parcer que estou a sussurar numa tentativa de imitar a realização do João Viana no filme “Ò Marquês Vem cá Baixo Outra Vez”, por causa da crise, mas longe de mim estar a plagiar, esta é mesmo a minha voz trémula e nervosa.

Esta sala e aqueles que por ela ao longo de uma semana passaram podem contrariar aquilo que alguém, no uso de liberdade de expressão, que as novas redes sociais permitem, e a coberto de alguns interesses ocultos, escreveu.  Reza  um comentário, que não posso deixar de partilhar hoje convosco, que, e cito: “o festival Caminhos do Cinema Português é uma originalidade coimbrã que a nomenclatura cultural lisboeta despreza e que o público cinéfilo local tolera, mas não vê.”

 Não conheço a realidade em que dito cidadão coimbrão vive, mas creio que não é na mesma em que este festival decorreu. Se por um lado conseguimos uma digna presença da maioria dos realizadores, produtores e demais intervenientes dos filmes a concurso, trouxemos a este palco, por via das Master Sessions, um não menor grupo de intervenientes, que muito honram e muito deveriam honrar esta cidade.

Pelo que vejo, este desprezo da nomenclatura lisboeta é então um desprezo marcado pela presença, uma presença feita à custa de sacrifícios financeiros e pessoais. Mas olhe que eles estiveram cá? Onde esteve você?

E o público, o público de Coimbra, o mesmo que vê e adere, o que esteve patente em diversas sessões. Aliás o eclectismo da programação, permitiu que os diferentes públicos pudessem ter acesso a todo o cinema português.

É esta a realidade da sociedade conimbricense? É este o apoio que alguém com responsabilidade na área da comunicação, dá a eventos de tão originalidade nacional? Não nos revemos nestes estereótipos culturais e mentalidades e continuaremos a lutar por percorrer um caminho, um caminho com o cinema português e com a cultura portuguesa, o permitir acesso aos que não querem, mas também de abrir os olhos de quem não quer.

Será sempre mais valida a opinião de um único espectador presente, do que de todo o mundo ausente.

Do comentário são efectivamente de aproveitar os adjectivos “resistentes e resilientes”, são eles que caracterizam esta equipa que me acompanhou, na presente edição, nas edições anteriores. Entre todos, os que estiveram presentes, os que se ausentaram, é lhes devida a existência deste festival.

Chegou a altura de deixar de subalternizar a nossa cultura em geral e o nosso cinema em particular.

Vítor Ferreira
Director do festival

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E os vencedores são…

– PRÉMIOS JÚRI OFICIAL

– Grande Prémio do Festival Cidade de Coimbra

A Nossa Forma de Vida de Pedro Filipe Marques

– Melhor Longa-Metragem – Porto Douro Réccua

Florbela de Vicente Alves do Ó

– Melhor Curta-Metragem – In Tocha

Cerro Negro de João Salaviza

– Melhor Animação – Fruti Bairrada

Fado do Homem Crescido de Pedro Brito

– Melhor Documentário – Porto Cruz

Complexo de Mário Patrocínio

– Prémio Revelação – Domus Legis

Outro Homem Qualquer de Luís Soares

– Prémio Melhor Actor

Cristóvão Campos em Nylon da Minha Aldeia

– Prémio Melhor Actor Secundário

Dinarte Branco em A Moral Conjugal

– Prémio Melhor Actriz

Dalila Carmo em Florbela

– Melhor Actriz Secundária

Margarida Carpinteiro em Assim, Assim

– Melhor Realizador

Pedro Filipe Marques em A Nossa Forma de Vida

– Melhor Direcção Artística

Pedro Sá em A Vingança de Uma Mulher

– Melhor Fotografia

Acácio Almeida em A Vingança de Uma Mulher

– Melhor Guarda-Roupa

Produções TCC em A Vingança de Uma Mulher

– Melhor Caracterização

Abigail Machado em Florbela

– Melhor Montagem

Raphel Lefévre em A última Vez Que Vi Macau

– Melhor Som

Jaime Barros/ Elsa Ferreira em Florbela

– Melhor Banda Sonora Original

André Joaquim em Assim, Assim

– PRÉMIOS JÚRI ENSAIOS VISUAIS –

– Melhor Filme – Fundação da Juventude

Do Mundo de Manuel Guerra da Escola Superior de Teatro e Cinema

 

– PRÉMIO JÚRI FICC | IFSS –

– Prémio Dom Quijote

A Nossa Forma de Vida de Pedro Filipe Marques

– Menção Honrosa

Complexo – Universo Paralelo de Mário Patrocínio

 

– PRÉMIO REVISTA C –

Sem Querer de João Fazenda

 

– PRÉMIO DO PÚBLICO – CHAMA AMARELA –

Aristides de Sousa Mendes de Francisco Manso e João Correa

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Fernando Alvim e Filomena Cautela apresentam Cerimónia de Entrega de Prémios

A cerimónia de entrega dos prémios da XIX edição do festival Caminhos do Cinema Português vai contar com a apresentação do comunicador Fernando Alvim e da actriz e apresentadora Filomena Cautela. O evento acontece no dia 18 de Novembro, domingo, às 22 horas, no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra.

 

Fernando Alvim começou a actividade na rádio com 17 anos e desde então nunca parou: passou pela Rádio Press, TSF, Rádio Energia, Rádio Nova, Nova Era e aos 24 anos sai do Porto e vai para Lisboa. Iniciou a sua actividade televisiva no “TopRock”, na TVI, ao lado de Mariana Amaral Pedro Marques e Vanda Miranda. Um ano e meio depois, transfere-se para o “Curto Circuito” onde se junta a Rui Unas e Rita Mendes com os quais divide a partir daí a apresentação. Pelo meio, apresenta durante mais de dois anos o magazine de cinema “CineXL” com Nuno Markl, e com o mesmo, interrompe a apresentação do CC para se dedicar ao seu primeiro projecto televisivo a partir de uma ideia original sua: “O Perfeito Anormal”. Depois do CC e do “Prazer dos Diabos”, Fernando Alvim apresentou o “Boa Noite Alvim” na SIC Radical, um programa da sua autoria que teve depois continuidade na Speaky TV. Actualmente apresenta o programa “5 para a Meia-Noite”, na RTP e o programa na Antena 3 “Prova Oral”. Tem projectos como a Revista 365, o livro “Alvim – 50 Anos de Carreira” e dinamiza o Festival Termómetro Unplugged.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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p style=”text-align: justify;”>Filomena Cautela é actriz e apresentadora. Actualmente apresenta o programa “Cá Estamos”, na TV Globo Internacional Portugal e “5 para a Meia-Noite” na RTP. Está também em ensaios para um monólogo inspirado na vida e obra de Janis Joplin. Faz ainda o programa de rádio “5 Para o Meio-Dia” em conjunto com os outros apresentadores do “5 Para a Meia-Noite”, na Antena 3. É actriz de séries como “Depois do Adeus”, “República”, “Cidade Despida”, “Casos da Vida”, “Chiquititas”, “Aqui não há quem viva”, “Vingança” e “Morangos com Açúcar”.

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Aviso – Greve Geral

Sessões do festival Caminhos do Cinema Português adiadas para 17 de Novembro

Devido à greve nacional de 14 de Novembro, todas as sessões inseridas na Seccção Competitiva do festival Caminhos do Cinema Português, a realizar amanhã dia 14 de Novembro, foram adiadas para o próximo Sábado, 17 de Novembro. As sessões anteriormente marcadas para Sábado dia 17 de Novembro passam para Domingo, dia 18 de Novembro, juntamente com a cerimónia de encerramento do festival.

A sessão dos Ensaios Visuais marcada para dia 14 muda de local, passando a realizar-se nesse dia, no Mini Auditório Salgado Zenha.

A todos pedimos compreensão por esta alteração.

 

A Organização

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Rolleux Du Cinema

Divirto-me a descobrir o que consigo fazer com materiais recuperados. Um dia olhei para um rolo de papel higiénico vazio e questionei-me se poderia fazer algo com ele.

Mais tarde, sem qualquer motivo, tive uma ideia.Utilizei tesouras de manicure e x-acto para recortar as pequenas formas de papel. Para as manipular usei pinças. Seleccionei papel da mesma cor do rolo, criando assim a ilusão de que as figuras são feitas deste.

A escolha de papel levou a que, durante a concepção, tivesse o cuidado de não deixar que os materiais se possam confundir captando assim melhor a luz.

A exposição Roleux Du Cinema pode ser vista de 9 a 17 de Novembro no Hall do Teatro Académico de Gil Vicente.

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Protocolo de apoio firmado

   

A organização dos Caminhos do Cinema Português, júris e convidados, foram recebidos hoje, pelas 17h00 no Salão Nobre da Câmara Municipal, pelo Presidente do Município, Dr. João Paulo Barbosa de Melo.

Na ocasião foi firmado o protocolo de apoio ao festival, garantido o edil que este projecto, faz parte do plano de programação cultural da cidade. Que um dos vectores de afirmação da mesma, passa pelo estímulo e apoio à cultura e à criatividade, onde a sétima arte ocupará um papel de referência.

A organização do festival, na minha pessoa, agradece as gentis palavras do representante do município de Coimbra, e espera com o desenrolar deste projecto, corresponder às suas expectativas.

 

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