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Notícias

Argumento 1
Vicente Alves do Ó
07 + 08 de Dezembro 2013
Do momento em que pensamos uma ideia até à sua execução final: o filme. Todos os dias ouvimos histórias, ideias disparatadas, biografias convincentes e em todas elas parece existir a possibilidade de cinema.”
Nos dias 7 e 8 de Dezembro, Vicente Alves do Ó ajudar-nos-á a separar uma boa ideia de uma boa, mas falsa ideia, no módulo Argumento 1 – Enquadramento Teórico.
Durante este módulo, de 16 horas, os formandos terão a possibilidade de analisar, discutir e experimentar a arte do argumento.
Vicente Alves do Ó
Vicente Alves do Ó assinou a sua entrada no mundo do cinema em 2000 com dois telefilmes da Sic/Animatógrafo 2 – Monsanto de Ruy Guerra e Facas e Anjos, de Eduardo Guedes e a colaboração no projecto de António-Pedro Vasconcelos Os Imortais. Depois de três curtas metragens e alguns argumentos para realizadores portugueses, estreou-se como realizador de longas-metragens em 2011 com “Quinze Pontos na Alma”, com Rita Loureiro, João Reis e Marcello Urghege. Em 2012 lançou o seu primeiro romance “Marilyn à beira-mar” e o filme “Florbela”, com Dalila Carmo, Ivo Canelas e Albano Jerónimo. Sucesso de bilheteira, vencedor de vários prémios, actualmente em digressão internacional por vários países e festivais do mundo.
Neste momento prepara a sua terceira longa-metragem.
A 19 de Dezembro de 2013 integrado no Ciclo “20 Anos de Cinema Português” serão exibidas sete curtas metragens de animação portuguesas. ” Zé Pimpão”, “O Paciente”, “A Fantasista”, “Viagem a Cabo Verde”, “Guisado de Galinha”, “O gigante” e “Kali, O Pequeno Vampiro” serão projectadas na tela do Mini-Auditório Salgado Zenha às 22 horas. A entrada é livre.
Ficha Técnica
Realização
André Letria
Argumento Original
José Jorge Letria
Director de Som
Paulo Curado
Director de Música
Mário Delgado
Produção
Humberto Santana
Zé Pimpão, O Acelera
2007, 8′
Zé Pimpão é um fanfarrão que gosto de exibir carro e con- dução a toda a gente, incluindo a si próprio. Desconhecendo as suas limitações, julga-se é imune ao álcool… até ao dia em que sofre as consequências da sua estupidez. Uma adaptação do livro de José Jorge Letria e André Letria.
Ficha Técnica
Realização
Pedro Brito
Argumento
Humberto Santana
Animação
João Morais Ribeiro
Armando Coelho
Som
Paulo Curado
Música
André Militão
Vozes
Humberto Santana
Pedro Brito
Sofia Ferrão
Teresa SobralVladimir Mesquita
Produtor
Humberto Santana
Produção
Animanostra
Co-Produção
RTP
O Paciente
2004, 6′
“D” acorda no manicómio e perturba-se com os flashes de memória que, apesar de tudo, não lhe permitem o entendimento da camisa de forças.
E, no mais genuíno terror, termina a sua angústia abandonando-se ao abismo da loucura.
Ficha Técnica
Realização
André Ruivo
Argumento
Humberto Santana
Animação
Carla Guita
Irina Calado
Som
Paulo Curado
Manuel C. Silva
Música
Rollana Beat
Montagem
André Militão
Produtor
Humberto Santana
Produção
Animanostra
Co-Produção
RTP
A Fantasista
2004, 6′
Uma mulher vende o seu trabalho prestando-se às mais depravadas fantasias sexuais do espaço virtual. Mas tudo é preferível à realidade dos seus dias repletos de dor e solidão, e M torna-se a super operadora da maior empresa de pornografia do globo.
Ficha Técnica
Realização
José Miguel Ribeiro
Argumento
José Miguel Ribeiro
Direcção de Som
Pedro Lima
Montagem
Diogo Carvalho
João Miguel Real
Produtor
Eva Yébenes
José Miguel Ribeiro
Nuno Beato
Produção
Sardinha em Lata
Viagem a Cabo Verde
2009, 17′
História de uma viagem de 60 dias a andar em Cabo Verde. Sem telemóvel ou relógio, sem programar antecipadamente e com o essencial às costas, o viajante descobre as montanhas, povoações, o mar, uma tartaru- ga, a música, as cabras, a bruma seca, os cabo-verdianos e acima de tudo uma parte essencial de si mesmo.
Ficha Técnica
Realização
Joana Toste
Argumento
Joana Toste
Direcção de Som
Paulo Curado
Direcção de Música
Pedro Joía
Direcção Artística
Joana Toste
Montagem
Joana Toste
Produtor
Joana Toste
Produção
Gomtch-Gomtch
Guisado de Galinha
2008, 6′
Oh… Portugal!
Ficha Técnica
Realização
Júlio Vanzeler
Luís da Matta Almeida
Argumento
Nélia Cruz, a partir de uma ideia de Júlio Vanzeler
Direcção de Animação
Paul Nicholson
Animação
Sparkle Animation
Produção
Pilot Design
Zeppelin Filmes
Abano Productions
O Gigante
2011, 7′
De todas as histórias que o meu pai me contou, a que nunca esqueci foi a do Rei que levava no coração uma princesa…

Ficha Técnica
Realização
Regina Pessoa
Argumento
Regina Pessoa
Director de Som
Oliver Calvert
Direcção de Música
The Young Gods
Montagem
Abi Feijó
Produtor
Abi Feijó
Julie Roy
René Chénier
Pascal le Nòtre
Georges Schwizgebel
Produção
Ciclope Filmes
Office National du Filme du Canada
Folimage
Studio GDS
Kali, O Pequeno Vampiro
2011, 9’20”
Esta é a história de um rapaz diferentes dos outros, que sonha em encontrar o seu lugar ao sol.
Tal como a lua passa por diferentes fases, também o Kali tem de enfrentar os seus medos e demónios interiores para, no final, encontrar a passagem para a luz. Um dia ele vai desaparecer… ou talvez seja apenas mais uma fase de mudança.
A 12 de Dezembro de 2013 integrado no Ciclo “20 Anos de Cinema Português” será exibido,pelas 22 horas, “Balas e Bolinhos 2 – O Regresso” de Luís Ismael. A projecção ocorrerá no Mini-Auditório Salgado Zenha. Entrada Livre.
Luís Ismael
Luís Miguel da Rocha Ferreira nasceu no Porto. O seu nome artístico, Luís Ismael, é uma homenagem ao seu pai.
Filmografia
2001: Balas & Bolinhos
2004: Balas & Bolinhos – O Regresso
2009: Consequências
2012: Balas & Bolinhos – O Último Capítulo
Festivais & Prémios
– XII Caminhos do Cinema Português
Intérpretes
Pedro Carvalho
João Carvalho
J.D. Duarte
Luís Ismael
Jorge Neto
Angelito Pereira
João Pires
Aurélio Queirós
Fernando Rocha
Rosário Sousa
BALAS & BOLINHOS 2 — O REGRESSO
2004, 98′
Os cromos estão de volta! Rato está com problemas de dinheiro. Culatra anda sem dinheiro e com problemas. Um dia descobrem a solução para todos os seus males… roubar o mapa de um tesouro. O que despoleta novamente uma série de confusões… É preciso reunir o grupo, mas falta um líder. Tone está de regresso para comandar a legião dos “duros”. Contra tudo e contra todos, Tone, Culatra e Bino encabeçam aquela que será, sem dúvida, a maior aventura do cinema português. Um filme irreverente e ousado, com diálogos e situações hilariantes, sequela de “Balas & Bolinhos”. Contado… ninguém acredita!
Ficha Técnica
Realização
Luís Ismael
Argumento
Luís Ismael
Fotografia
Bruno Carvalho
Música
Vítor Silva
Montagem
Luís Ismael
Bruno Carvalho
Produtor
J.D. Duarte
Produção
AACV
Uma co-produção
Lightbox Filmes

A 5 de Dezembro de 2013 integrado no Ciclo “20 Anos de Cinema Português” será exibido,pelas 22 horas, “As Bodas de Deus” de João César Monteiro. A projecção ocorrerá no Mini-Auditório Salgado Zenha. Entrada Livre.
JOÃO CÉSAR MONTEIRO
Nascido na Figueira da Foz (1939), é uma das figuras mais relevantes do cinema português. Controverso e original como a sua obra, introduz nas suas primeiras obras o conceito de “antropologia visual”. Os seus filmes únicos ganharam um protagonismo internacional, tendo participado regularmente nos grandes festivais europeus. A trilogia do personagem João de Deus é talvez o mais consensual dos seus trabalhos – tendo o primeiro filme, Recordações da Casa Amarela, sido agraciado com o Leão de Prata do Festival de Veneza. A prestigiada revista Cahier du Cinema selecionou os outros dois filmes, A Comédia de Deus e As Bodas de Deus, entre os melhores 10 de 1996 e 1999, respectivamente.
Festivais & Prémios
– Mar del Plata Film Festival (Prémio Ombu de Oro)
– Festival de Cannes
Intérpretes
Rita Durão
Joana de Deus
João César Monteiro
João de Deus
Joana Azevedo
Elena Gombrowicz
José Airosa
Omar Raschid
Manuela de Freitas
Madre Bernarda
Luís Miguel Cintra
Enviado de Deus
Ana Velazquez
Leonor
José Mora Ramos
O Inspector Pantaleão
Fernando Mora Ramos
O Psiquiatra
Fernando Heitor
O Mordomo Vasconcelos
João Listz
Sparafucile
Jean Douchet
Bardamu
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AS BODAS DE DEUS
1998, 150′
Tudo parece perdido.
É então que num velho parque solitário e gelado, duas sombras se encontram: a de Deus e a de um Enviado de Deus.
O Enviado de Deus dá ao vadio (estado provisório do pobre João de Deus) uma mala cheia de dinheiro. Missão cumprida, o Enviado vai à vida. Debaixo da árvore à beira do lago, João conta as pápulas. A água silente do lago é perturbada pela queda de um corpo. Ouvido o que se passou, vai João ver o que se passa. A jovem Joana está prestes a afogar-se. João atira-se à água retira Joana. Ministrados os primeiros e tão prontos socorros, João transporta a inanimada para um convento de freiras. Que confiança! Que aventurança!
Volta ao parque para recuperar o dinheiro contido na mala. Felizmente, aquela hora do dia, os viandantes não viandam.
Rico como Cresus, João regressa ao convento para se inteirar do estado de saúde de Joana e para, graças à sua esplêndida situação financeira, melhorar a vida do convento e a vida de Joana.
Esta serve numa creche aberta pela paróquia da aldeia, meu velho Couperin. Na boa companhia da madre Bernarda, a superiora do convento, João de Deus almoça com a madre Bernarda: cozido à portuguesa, tintamente regado.
Após a santa ingestão, conversação com Joana à beira-mar. João de Deus encontra uma romã na areia. Corta a romã irmamente e oferece a Joana uma das metades. Longo silêncio. É tudo.
Pousada de Santa Isabel em Estremoz. No quarto de João de Deus, tornado Barão de Deus, uma jovem malabarista exercita-se sem amor com três laranjas. Tanto pior!
Na cozinha do hotel, o Barão ajuda o velho pasteleiro a inscrever uma palavra gentil num bolo especialmente concebido para uma misteriosa Princesa que passa por ser o grande amor do Príncipe Omar Raschid, magnate do petróleo e jogador inveterado.
Omar Raschid e João de Deus encontram-se no bar do hotel e ficam amigos. Decidem jogar uma partida de poker no palácio da quinta do Paraíso, uma propriedade adquirida por João de Deus nos arredores de Lisboa. Omar Raschid chega ao palácio, acompanhado pela Princesa, a bela lena Gombrowciz, presumivelmente de origem polaca.
Disputada a partida de poker, Omar Raschid perde uma soma importante. É então que Elena manifesta o desejo de ser tirada à sorte. João de Deus ganha a Princesa e Omar Raschid, tendo o seu fatal destino traçado, despede-se do amor e da vida. Bom repouso.
Com o duplo propósito de divertir a Princesa e de perturbar a paz do podre do país, o Barão de Deus aproveita uma récita de “La Traviata” de Verdi, no teatro de São Carlos, para lhe conferir uma dimensão orgíaca, com ressonâncias fortemente libertárias.
Depois de tão intensas emoções é desumano que o acto nupcial entre Barão e a Princesa não chegue a consumar-se: João confessa a Elena onde guarda o dinheiro e, exausto, adormece entre os seus seios. Erro fatal. Horror, horror!
João de Deus acorda pela manhã com bestiais apetites. Demasiado tarde. Descobre que Elena desapareceu, levando todo o seu dinheiro e, pior do que isso, sem deixar pentelho. Como uma desgraça nunca vem só, uma patrulha da Guarda Republicana, coadjuvada por uma acirrada matilha de pastores alemães, vasculha a pente fino a propriedade e, num picadeiro, desencanta um verdadeiro arsenal de guerra.
João de Deus, evidentemente suspeito, é algemado e conduzido sob escolta, até um gabinete da Polícia Judiciária, onde é submetido a um interrogatório. É enclausurado em regime de prisão preventiva num ailo psiquiátrico que, aliás, conhece razoavelmente bem. Após uma entrevista com o Director da instituição, um velho conhecido para quem o seu dossier é familiar, dá-se conta, uma vez mais, que ninguém acredita na proveniência divina da sua fortuna. De resto, ele também não…
No espaço arquitectónico circular em que é fechado, julga rever o Enviado de Deus, mas este não o reconhece ou, o que vem a dar ao mesmo, finge não o reconhecer. Diz a João de Deus que é o Cristo depois da Ascensão e nega ter-lhe dado dinheiro.
No tribunal, diante dos juízes, João de Deus comete um acto de desobediência e declara-se inocente, mau grado os seus pecados. É condenado a uma pena de cadeia, durante a qual recebe a visita de Joana.
Purgada escrupulosamente a pena, Joana espera João de Deus à saída da prisão. Partem. Joana anuncia o fim da comédia.
– João César Monteiro –
Ficha Técnica
João César Monteiro
Director de Fotografia
Mário Barroso
Som & Montagem
Joaquim Pinto
Decoração
Alfredo Furiga
Guarda-roupa
Sílvia Grabowsky
Direcção de Produção
Joaquim Carvalho
Produtor
Paulo Branco
Produção
Madragoa Filmes
Uma co-produção
RTP
Gemini Films
Apoio
RTP
ICAM

História do Cinema
Fausto Crucinho
30 de Novembro 2013
Introdução à Linguagem Cinematográfica
Rita Capucho
1 de Dezembro 2013
A terceira edição do Cinemalogia – Da Ideia ao Filme, promovido pelo Festival Caminhos Cinema Português, arranca no próximo sábado, dia 30. Começamos pelas bases da História do Cinema, leccionado por Fausto Cruchinho e no domingo abordaremos a Introdução à Linguagem Cinematográfica leccionado por Rita Capucho.
Fausto Cruchinho é licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) em 1982. Mestre em Estudos Cinematográficos e Audiovisuais em 1995 pela Université Paris VIII Vincennes – Saint-Denis. Docente entre 2002 e 2012 na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Doutor em Estudos Artísticos em 2013, pela Universidade de Coimbra. Investigador Integrado do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20).
Rita Capucho é doutoranda em Estudos Artísticos, especialização em Estudos Fílmicos e da Imagem na Universidade de Coimbra. Mestre em Estudos Artísticos pela Faculdade De Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). É membro da Comissão Organizadora da Avanca | Cinema – Conferência Internacional Cinema – Arte, Tecnologia, Comunicação, da direcção da Debatevolution – Associação e produtora editorial do International Journal of Cinema. Membro da Associação de Investigadores da Imagem em Movimento (AIM), do European Network for Cinema and Media Studies (NECS) e do Grupo Poético de Aveiro (GPA). Actualmente desempenha funções como produtora no Cine Clube de Avanca (CCA).

No dia 28 de de Novembro o Ciclo “20 Anos de Cinema Português” irá exibir a adaptação do conto de Branquinho da Fonseca “O Barão”, realizada em 2011 por Edgar Pêra. A exibição decorrerá no Mini-Auditório Salgado Zenha às 22:00. Entrada Livre.
EDGAR PÊRA
Edgar Pêra, nasceu em Lisboa, a 19 de Novembro 1960. Edgar Pera e um dos mais importantes e originais representantes da actual geração de realizadores experimentais portugueses. Mas o seu trabalho tem sido exibido internacionalmente. Começou por estudar Psicologia mas em 1981 abandona o 4o Ano da Faculdade de Psicologia de Lisboa para ingressar no curso da Escola Superior de Cinema do Conservatório de Lisboa, que termina em 1984. Começa então a escrever ficções para cinema, televisão, radio, imprensa e publicidade. Até 1990 realiza sobretudo filmes video-clip e programas de radio. No principio desse ano estreia no Fantasporto a sua primeira curta-metragem oficial, rodada nas ruinas do Chiado. Desde então continua a filmar em diferentes formatos (vídeo e filme) para diferentes meios (cinema, televisão, instalações e espectáculos),viajando entre o vanguardismo e a tradição popular.
Festivais & Prémios
XVIII Caminhos do Cinema Português
– Melhor Argumento Adaptado
– Melhor Fotografia
– Melhor Caracterização
– Melhor Montagem
Globos de Ouro
– Melhor Actor
Rotterdam International Film Festival
– Official Selection SPECTRUM
Intérpretes
Nuno Melo
Barão
Marcos Barbosa
Inspector
Leonor Keil
Idalina
Mariana Albuquerque
Professora
Paula Só
Avó
Jorge Prendas
Mestre Alçada
Rogério Rosa
Criado da Taberna
Vitor Correia
Miguel Sermão
O BARÃO
2011, 91′
Numa natureza insólita, um inspector viaja até uma aldeia para redigir um relatório. Num sufoco kafkiano, amedronta a professora. Surge o Barão, troca-se de papeis e o inspector é arrastado para um gigantesco solar. Aí, o Barão bebe e discursa sobre cavalos doutorados e mulheres que trocou com o pai. Brinda-se
a uma mulher, num castelo. Chora-se. Idalina serve o jantar. Domina. Muito álcool. Inspector com visão toldada. Tempo dilatado. Ribomba. O salão enche-se de estranhos embuçados, uma tuna com rituais dionisíacos. Dançam de roda. Vertigem e crescendo de loucura. O Barão tomba! Ergue-se purificado e vai ao Castelo da Bela-Adormecida. Sombras e suspense. O inspector, escorraçado por Idalina, está perdido e raivoso. Adormece a fumar e sonha com o Inferno e a Tuna acorrentada. Acorda no fumo, sebastianicamente salvo pelo Barão. Mais brindes, choro e confissões. Num jardim, que parece dos suplícios, pisam flores ao procurar rosas. Macrofotografia. Sangue nas mãos. Nos espinhos. Figuras na noite. O barão dispara. Fita-se o brilho demoníaco dos olhos de cães com aterradoras mandíbulas.
Há um conflito entre bêbedos. O Barão desaparece com uma rosa branca e o inspector é asfixiado e lambuzado pelas enormes línguas dos cães. Nojo. Desespero. De madrugada, o Inspector compra um burro. Perde-se no horizonte. Final bucólico, patético. Cómico. Epílogo. O inspector descobre que o Barão foi alvejado. Mas deixou a rosa na janela. A Tuna ressoa no solar.
Ficha Técnica
Edgar Pêra
Director de Fotografia
Luís Branquinho
Montagem
Tiago Antunes
Director de Som
Tiago Raposinho
Guarda-Roupa
Susana Abreu
Caracterização
Jorge Bragada
Música
Vozes da Rádio
Produtor
Ana Costa
Co-Produtor
Rodrigo Areias
Produção
Cinemate

ANTÓNIO FERREIRA
António Ferreira nasceu em Coimbra em 1970. Inicia-se profissionalmente como programador informático, profissão que viria abandonar em 1990, quando se muda para Paris. Em 1994 ingressa em Lisboa, na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC). Em 1996, muda-se para a Alemanha para estudar na Academia de Cinema e Televisão de Berlim (dffb). Em 2000, ganha notoriedade com a curta metragem “RESPIRAR (debaixo d’água)” que o levou até ao Festival de Cannes e com a qual ganhou vários prémios em diversos festivais internacionais. Em 2002, estreia-se na longa metragem com “Esquece tudo o que te disse”, que se tornou num dos filmes portugueses mais vistos em Portugal nesse ano. Em 2007 estreia a curta curta-metragem “Deus Não Quis”, com a qual ganha mais de uma dezena de prémios internacionais. Em 2010 estreia a sua segunda longa-metragem “Embargo”, uma adaptação de José Saramago. Em 2011 encena a sua primeira peça de teatro “As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant” de Fassbinder, para o Teatro Nacional D. Maria II. Em 2012 realiza o filme “Posfácio nas confecções Canhão” no âmbito de Guimarães Capital Europeia da Cultura. É membro fundador e da direcção da Academia Portuguesa de Cinema.
Dirige actualmente a sua produtora Persona Non Grata Pictures, com a qual produz ficção e documentários dos mais diversos realizadores.
Festivais & Prémios
-XVII Caminhos do Cinema Português
– Prémio de Melhor Argumento Adaptado –
Fantasporto 2010
– Menção Honrosa do Jurí Internacional
EMBARGO
2010, 83′
A partir da obra homónima de José Saramago.
Nuno é um homem que trabalha numa roulotte de bifanas, mas que inventou uma máquina que promete revolucionar a indústria do calçado – um digitalizador de pés. No meio de um embargo petrolífero e deparando-se com uma estranha dificuldade, Nuno tenta obstinadamente vender a máquina, obcecado por um sucesso que o fará descurar algumas das coisas essenciais da sua vida. Quando Nuno fica estranhamente enclausurado no seu próprio carro e perde uma oportunidade única de finalmente produzir o seu invento, vê subitamente a sua vida embargada…
Ficha Técnica
António Ferreira
Produção
Persona Non Grata Pictures
Co-Produção
Vaca Films (Espanha)
Diler e Associados (Brasil)
Sofá Filmes (Portugal)
Produtores
Tathiani Sacilotto
António Ferreira
Produtores Associados
Borja Pena
Emma Lustres
Diler Trindade.
Elenco
Filipe Costa
Cláudia Carvalho
Pedro Diogo
Fernando Taborda
José Raposo
Miguel Lança
Eloy Monteiro
Argumento
Tiago Sousa, a partir da obra homónima de José Saramago
Fotografia
Paulo Castilho
Música Original
Luís Pedro Madeira
Produção Executiva
Tathiani Sacilotto
Financiamento
ICA
IBERMEDIA
Ministério da Cultura
Master Session “A influência da Literatura no Cinema”
Ana Paula Arnaut
Ana Paula Arnaut nasceu a 12 de Junho de 1964. É doutorada com agregação pela Universidade de Coimbra, onde lecciona Literatura Portuguesa Contemporânea. Publicou Memorial do Convento. História, Ficção e Ideologia (1996), Post-Modernismo no Romance Português Contemporâneo: Fios de Ariadne-Máscaras de Proteu (2002); Homenagem a Cristóvão de Aguiar: 40 anos de vida literária (2005) (org.), José Saramago (2008), Entrevistas com António Lobo Antunes. 1979-2007. Confissões do Trapeiro (ed.) (2008), António Lobo Antunes (2009), António Lobo Antunes: a Crítica na Imprensa. 1980-2010. Cada um Voa como Quer (ed.) (2011). As mulheres na ficção de António Lobo Antunes. (In)variantes do feminino) (2012). Tem também artigos publicados em inúmeras revistas nacionais e internacionais.
António Apolinário Lourenço
É professor de Literatura e Cultura espanholas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Na mesma Faculdade, coordena o Mestrado em Estudos Literários e Culturais e o Grupo de Investigação “Literatura sem Fronteiras do Centro de Literatura Portuguesa (CLP). Para além da publicação de diversos artigos e recensões críticas em publicações especializadas, é autor ou editor de vários livros publicados em Portugal e Espanha, entre os quais uma História da Literatura Espanhola (1994, em colaboração com Eloísa Álvarez), uma Historia de la Literatura Portuguesa (2000, coeditor, com José Luis Gavilanes), Identidade e alteridade em Fernando Pessoa e Antonio Machado (1995), Eça de Queirós e o Naturalismo na Península Ibérica (2005), Estudos de literatura comparada luso-espanhola (2005), Fernando Pessoa (2009), Guia de leitura. Mensagem de Fernando Pessoa (2011) e Poderes y Autoridades en el Siglo de Oro: Realidad y Representación (2012, coeditor com Jesús M. Usunáriz).
Gerson Roani

Esta quinta-feira, dia 14 de Novembro, na sessão do Ciclo ’20 Anos de Cinema Português’ serão exibidos os filmes A Bruxa de Arroios do realizador coninbricense Manuel Pureza e Balas & Bolinhos de Luís Ismael. A diversão estará garantida assim como a presença do realizador e actor Luís Ismael (Tone) e do actor Jorge Neto (Rato), ambos do Balas & Bolinhos.
A sessão tem início às 22 horas, no Mini-Auditório Salgado Zenha. A entrada é gratuita.
A Bruxa de Arroios | Manuel Pureza | 2011
Quando chegamos a velhos já não amamos ninguém. Jogamos um jogo para ver quem morre primeiro.
Realização
Manuel Pureza
Argumento
Ricardo Oliveira
Director de Som
Diana Meireles
Música
João Firmino
Fotografia
Ruy Brazão
Produção
Coyote Vadio
Elenco
Rita Blanco
José Martins
Biografia do Realizador
Coimbra, Portugal, 1984 Licenciou-se em Realização na ESTC em 2006. Desde 2003 que trabalha em cinema, tendo começado por ser assistente de realização de vários realizadores portugueses e estrangeiros. Como realizador assina várias curtas-metragens – A Máquina (2002), Os Conquistadores (2004 – vencedor do prémio “O Castelo em Imagens”), Room/Mate (2007 presença no primeiro Motelx), Linhas de Sangue (2011 em competição no Motelx) – e bastantes videoclips desde 2002, tendo em 2009 começado a realizar ficção para televisão. Em 2013 conta estrear a sua primeira longa-metragem “10 em Linha”, já em produção.
Balas e Bolinhos | Luís Ismael | 2001
O Tone voltou e está com umas ideias! A história de quatro pouco inteligentes criminosos à portuguesa.
Tone, a mente brilhante do crime, sai da prisão e chama os seus antigos companheiros. Desta vez é que vai ser!… vai haver dinheiro como “merda” a jorrar…
E porque o Tone é demais!… os seus companheiros de “armas” seguem-no Balas & Bolinhos provavelmente o melhor filme português… a seguir a todos os outros.
Realizador
Luís Miguel Ismael
Argumento
Luís Miguel Ismael
Fotografia
Sílvio Rocha
Som
José Barbosa
Intérpretes
Jorge Neto
Luís Miguel Ismael
João Pires
Iolanda Gonçalves
Miguel Ambrósio
J.M.Barbosa
João Pontes
Género
Ficção
Duração
62’
Produtor
J. D. Duarte
Produção
Associação de Artes Cinematográficas de Valongo
