• Bichos a Bordo (VP) (Jean-Christian Tassy , Benoît Daffis, Animação, 99′, 2025)
  • Ku Handza (André Guiomar, Documentário, 77′, 2025)
  • A Ilha de Moraes (Paulo Rocha, Documentário, 102′, 1984)
  • Little Trouble Girls (Urska Djukic, Drama, 89′, 2025)
  • Broken English (Jane Pollard, Iain Forsyth, Documentário, 100′, 2025)
  • Aos Nossos Amigos (Adrián Orr, Doc-Ficção, 90′, 2024)

Notícias

  • 20 Anos: Aquele Querido Mês de Agosto

    No próximo dia 13 de Fevereiro o Ciclo20 Anos de Cinema Português exibe o filme Aquele Querido Mês de Agosto de Miguel Gomes. Um filme galardoado nos Caminhos do Cinema Português em 2009. A projecção ocorrerá no Mini-Auditório Salgado Zenha. Entrada Livre.

    MIGUEL GOMES

    Miguel Gomes (Lisboa, 1972) é um realizador português formado na Escola Superior de Teatro e Cinema. A sua carreira inicia-se na primeira década do século XXI trabalhando com um grupo de jovens produtores formados pela mesma escola, empenha-se, tal como vários outros realizadores dessa geração, na criação de filmes de autor, seguindo a tradição inovadora do cinema português, quer na sua vertente antropológica quer artística, tradição essa renovada nos anos sessenta pelo movimento do Novo Cinema, que em grande parte se inspira no Neorrealismo italiano e na Nova Vaga francesa.

    Como outros dessa geração, favorecido pelos critérios regulamentares de apoio estatal às primeiras obras e graças ao dinamismo da sua jovem produtora, num curto espaço de tempo será contemplado com vários prémios em festivais nacionais e internacionais. Mostras da sua obra são feitas na Áustria (Viennale), em 2008 e, em 2009, na Argentina (Bafici) e Espanha (Centro de Artes e Imaxes da Corunha) 1 . O seu último filme, Tabu, obtém os prémios da FIPRESCI (Federação International da Imprensa Cinematográfica) e da inovação (prémio Alfred Bauer) no Festival Internacional de Cinema de Berlim, em fevereiro de 2012.

    Festivais & Prémios

    XVI Caminhos do Cinema Português (2009)
    Grande Prémio do Festival

    — Festival de Cannes (2008)
    40ª Quinzena dos Realizadores

    — 15º Festival Internacional de Cinema de Valvivia
    Melhor Filme Internactional
    Prémio da Crítica

    AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO

    2008, 150′

    No coração de Portugal, serrano, o mês de Agosto multiplica os populares e as actividades. Regressam à terra, lançam foguetes, controlam fogos, cantam karaoke, atiram-se da ponte, caçam javalis, bebem cerveja, fazem filhos. Se o realizador e a equipa do filme tivessem ido directamente ao assunto, resistindo aos bailaricos, reduzir-se-ia a sinopse: “Aquele Querido Mês de Agosto acompanha as relações sentimentais entre pai, filha e o primo desta, músicos numa banda de baile”. Amor e música, portanto.

    Intérpretes

    Sónia Bandeira
    Tânia

    Joaquim Carvalho
    Domingos

    Manuel Soares
    Celestino

    Fábio Oliveira
    Hélder

    Armando Nunes

     

    Ficha Técnica

    Realização
    Miguel Gomes

    Argumento
    Telmo Churro
    Miguel Gomes
    Mariana Ricardo

    Produção
    Sandro Aguilar
    Thomas Ordonneau
    Luís Urbano

    Assistente Produção
    Patrícia Almeida

    Cinematografia
    Rui Poças

    Montagem
    Telmo Churro
    Miguel Gomes

    Camera e Chefe Electricista
    Lisa Persson

    Direcção de Arte
    Bruno Duarte
    Susana Moura

    Som
    António Lopes
    Miguel Martins
    Vasco Pimentel

    Música
    António Lopes
    Manuel Mesquita

    Guarda-Roupa
    Bruno Duarte
    Susana Moura

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  • 20 Anos: O Lugar do Morto

    O Ciclo 20 Anos de Cinema Português regressa no próximo dia 6 de Fevereiro de 2014 com uma obra marcante na história do Cinema Português. Às 22 horas será exibido O Lugar do Morto, um filme de António Pedro Vasconcelos, de 1984, que conseguiu atingir os 270 000 espectadores e manteve-se durante 26 anos como o filme Português com maior audiência.
    A projecção ocorrerá no Mini-Auditório Salgado Zenha. Entrada Livre.

    ANTÓNIO PEDRO VASCONCELOS

    Realizador Português, nasceu em Leiria a 10 de Março de 1939. Estudou Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e Filmografia, na Universidade de Sorbonne, cursos que nunca terminou.

    É um dos realizadores do Cinema Novo Português, com o filme Perdido por Cem, de 1973. Foi também responsável por alguns dos maiores sucessos comerciais nas salas portuguesas, nomeadamente com O Lugar do Morto, em 1984, e Jaime, em 1999. Com este último conseguiu a Concha de Prata do Festival Internacional de Cinema de San Sebastian, e em Portugal, os Globos de Ouro para Melhor Filme e Melhor Realizador. Os seus mais recentes filmes são Os Imortais, de 2003, Call Girl, de 2007, e A Bela e o Paparazzo, de 2010.

    A par da realização, foi um dos fundadores da V. O. Filmes, da Opus Filmes e ainda do Centro Português de Cinema, que produziu a maior parte dos filmes do Cinema Novo). Foi apresentador do programa Cineclube, na RTP2; fez crítica literária e cinematográfica, tendo chefiado a redacção de O Cinéfilo, com João César Monteiro; foi colunista da Visão e director de A Semana, suplemento do Independente. É autor de Serviço Público, Interesses Privados, de 2002, e foi provedor do leitor no desportivo Record. Em 1985 representou Portugal no Fórum Cultural de Budapeste, a convite do ministro dos Negócios Estrangeiros. Presidiu ao Grupo de Trabalho do Livro Verde para a Política do Cinema e Audiovisual, dirigido pela Comissão Europeia. Integrou o Centro de Estudos Cinematográficos/AAC. Presidiu à Associação Portuguesa de Realizadores, de 1978 a 1984, ao Secretariado Nacional do Audiovisual, de 1991 a 1993, e ao Conselho de Opinião da RTP, entre 1996 e 2003. Foi professor da Escola de Cinema do Conservatório Nacional e coordenador executivo da licenciatura em Cinema, Televisão e Cinema Publicitário da Universidade Moderna de Lisboa.

    Festivais & Prémios

    — Federação Portuguesa de Autores (1984)
    Melhor Filme Português
    Melhor Banda Sonora
    Melhores Diálogos
    Melhor Actor

    —Festival de Huelva
    Prémio Sonny para melhor banda sonora

    — Festival de Moscovo
    Melhor Actor

    O LUGAR DO MORTO

    1984, 120′

    Álvaro, trinta anos, jornalista, sai de casa da sua amiga por volta das seis da manhã e decide entrar na avenida marginal e estacionar em frente ao mar. Adormece e, de repente, é acordado pelo ruído de vozes vindas de longe. Volta-se e vê um homem e uma mulher, que discutem. Ela foge e vem refugiar-se no carro de Álvaro. O vestido dela, sob o casaco de peles, está roto. A mulher pede-lhe: Leve-me daqui.

    Intérpretes

    Ana Zanatti
    Ana Mónica

    Pedro Oliveira
    Álvaro Serpa

    Teresa Madruga
    Marta

    Luís Lima Barreto
    Álvaro Allen

    Carlos Coelho
    Inspector Moreira

    Isabel-Victoria da Motta
    Deulce

    Ruy Furtado
    Neves

    Diogo Vasconcelos
    João

    Manuela de Freitas
    Mafalda

    Natalina José
    Janitor

    Luís Filipe Barros
    Ele Próprio

    Lídia Franco
    Luísa

    Ficha Técnica

    Realização
    António Pedro Vasconcelos

    Argumento
    António Pedro Vasconcelos
    Carlos Saboga

    Assistentes de Realização
    António José Martins
    Jorge Paixão da Costa
    Albano da Silva Pereira
    Pedro M. Ruivo

    Som
    Pedro Melo
    Vasco Pimentel
    Joaquim Pinto
    Maria Paola Porru

    Director de Fotografia
    João Rocha

    Montagem
    Manuela Viegas

    Música
    Alain Jomy

    Efeitos Especiais
    Carlos Cristo
    António Rocha

    Caracterização
    Maria Gonzaga
    Ana Lorena
    Paula Raimundo
    Mercedes Santos

    Camera e Chefe Electricista
    João Pequeno

    Produção
    Nuno Ghira

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  • Renovação da parceria com a PTWS

    Começamos 2014 com o pé direito. A PTWS Alojamento Web renova o apoio ao Festival Caminhos do Cinema Português e a todos os que percorrem o seu caminho. Todos os novos clientes da PTWS afiliados a partir deste post têm direito a 20% de desconto nos planos de alojamentos web.
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  • Cinemalogia 3 – O Argumento


    Argumento 1

    Vicente Alves do Ó

    07 + 08 de Dezembro 2013

    50€ / Sócios CEC
    60€ / Estudantes
    70€ / Público Geral

    Do momento em que pensamos uma ideia até à sua execução final: o filme. Todos os dias ouvimos histórias, ideias disparatadas, biografias convincentes e em todas elas parece existir a possibilidade de cinema.”

    Nos dias 7 e 8 de Dezembro, Vicente Alves do Ó ajudar-nos-á a separar uma boa ideia de uma boa, mas falsa ideia, no módulo Argumento 1 – Enquadramento Teórico.

    Durante este módulo, de 16 horas, os formandos terão a possibilidade de analisar, discutir e experimentar a arte do argumento.

    Vicente Alves do Ó

    Vicente Alves do Ó assinou a sua entrada no mundo do cinema em 2000 com dois telefilmes da Sic/Animatógrafo 2 – Monsanto de Ruy Guerra e Facas e Anjos, de Eduardo Guedes e a colaboração no projecto de António-Pedro Vasconcelos Os Imortais. Depois de três curtas metragens e alguns argumentos para realizadores portugueses, estreou-se como realizador de longas-metragens em 2011 com “Quinze Pontos na Alma”, com Rita Loureiro, João Reis e Marcello Urghege. Em 2012 lançou o seu primeiro romance “Marilyn à beira-mar” e o filme “Florbela”, com Dalila Carmo, Ivo Canelas e Albano Jerónimo. Sucesso de bilheteira, vencedor de vários prémios, actualmente em digressão internacional por vários países e festivais do mundo.

    Neste momento prepara a sua terceira longa-metragem.

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  • 20 Anos: Cinema de Animação Português

    A 19 de Dezembro de 2013 integrado no Ciclo “20 Anos de Cinema Português” serão exibidas sete curtas metragens de animação portuguesas. ” Zé Pimpão”, “O Paciente”, “A Fantasista”, “Viagem a Cabo Verde”, “Guisado de Galinha”, “O gigante” e “Kali, O Pequeno Vampiro” serão projectadas na tela do Mini-Auditório Salgado Zenha às 22 horas. A entrada é livre.

    Ficha Técnica

    Realização
    André Letria

    Argumento Original
    José Jorge Letria

    Director de Som
    Paulo Curado

    Director de Música
    Mário Delgado

    Produção
    Humberto Santana

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    Zé Pimpão, O Acelera

    2007, 8′

    Zé Pimpão é um fanfarrão que gosto de exibir carro e con- dução a toda a gente, incluindo a si próprio. Desconhecendo as suas limitações, julga-se é imune ao álcool… até ao dia em que sofre as consequências da sua estupidez. Uma adaptação do livro de José Jorge Letria e André Letria.

    Ficha Técnica

    Realização
    Pedro Brito

    Argumento
    Humberto Santana

    Animação
    João Morais Ribeiro
    Armando Coelho

    Som
    Paulo Curado

    Música
    André Militão

    Vozes
    Humberto Santana
    Pedro Brito
    Sofia Ferrão
    Teresa SobralVladimir Mesquita

    Produtor
    Humberto Santana

    Produção
    Animanostra

    Co-Produção
    RTP

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    O Paciente

    2004, 6′

    “D” acorda no manicómio e perturba-se com os flashes de memória que, apesar de tudo, não lhe permitem o entendimento da camisa de forças.

    E, no mais genuíno terror, termina a sua angústia abandonando-se ao abismo da loucura.

    Ficha Técnica

    Realização
    André Ruivo

    Argumento
    Humberto Santana

    Animação
    Carla Guita
    Irina Calado

    Som
    Paulo Curado
    Manuel C. Silva

    Música
    Rollana Beat

    Montagem
    André Militão

    Produtor
    Humberto Santana

    Produção
    Animanostra

    Co-Produção
    RTP

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    A Fantasista

    2004, 6′

    Uma mulher vende o seu trabalho prestando-se às mais depravadas fantasias sexuais do espaço virtual. Mas tudo é preferível à realidade dos seus dias repletos de dor e solidão, e M torna-se a super operadora da maior empresa de pornografia do globo.

    Ficha Técnica

    Realização
    José Miguel Ribeiro

    Argumento
    José Miguel Ribeiro

    Direcção de Som
    Pedro Lima

    Montagem
    Diogo Carvalho
    João Miguel Real

    Produtor
    Eva Yébenes
    José Miguel Ribeiro
    Nuno Beato

    Produção
    Sardinha em Lata

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    Viagem a Cabo Verde

    2009, 17′

    História de uma viagem de 60 dias a andar em Cabo Verde. Sem telemóvel ou relógio, sem programar antecipadamente e com o essencial às costas, o viajante descobre as montanhas, povoações, o mar, uma tartaru- ga, a música, as cabras, a bruma seca, os cabo-verdianos e acima de tudo uma parte essencial de si mesmo.

    Ficha Técnica

    Realização
    Joana Toste

    Argumento
    Joana Toste

    Direcção de Som
    Paulo Curado

    Direcção de Música
    Pedro Joía

    Direcção Artística
    Joana Toste

    Montagem
    Joana Toste

    Produtor
    Joana Toste

    Produção
    Gomtch-Gomtch

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    Guisado de Galinha

    2008, 6′

    Oh… Portugal!

    Ficha Técnica

    Realização
    Júlio Vanzeler
    Luís da Matta Almeida

    Argumento
    Nélia Cruz, a partir de uma ideia de Júlio Vanzeler

    Direcção de Animação
    Paul Nicholson

    Animação
    Sparkle Animation

    Produção
    Pilot Design
    Zeppelin Filmes
    Abano Productions

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    O Gigante

    2011, 7′

    De todas as histórias que o meu pai me contou, a que nunca esqueci foi a do Rei que levava no coração uma princesa…

    Ficha Técnica

    Realização
    Regina Pessoa

    Argumento
    Regina Pessoa

    Director de Som
    Oliver Calvert

    Direcção de Música
    The Young Gods

    Montagem
    Abi Feijó

    Produtor
    Abi Feijó
    Julie Roy
    René Chénier
    Pascal le Nòtre
    Georges Schwizgebel

    Produção
    Ciclope Filmes
    Office National du Filme du Canada
    Folimage
    Studio GDS

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    Kali, O Pequeno Vampiro

    2011, 9’20”

    Esta é a história de um rapaz diferentes dos outros, que sonha em encontrar o seu lugar ao sol.

    Tal como a lua passa por diferentes fases, também o Kali tem de enfrentar os seus medos e demónios interiores para, no final, encontrar a passagem para a luz. Um dia ele vai desaparecer… ou talvez seja apenas mais uma fase de mudança. 

      

     

     

     

     

     

     

     

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  • 20 Anos: Balas & Bolinhos 2 – O Regresso

    A 12 de Dezembro de 2013 integrado no Ciclo “20 Anos de Cinema Português” será exibido,pelas 22 horas, “Balas e Bolinhos 2 – O Regresso” de Luís Ismael. A projecção ocorrerá no Mini-Auditório Salgado Zenha. Entrada Livre.

    Luís Ismael

    Luís Miguel da Rocha Ferreira nasceu no Porto. O seu nome artístico, Luís Ismael, é uma homenagem ao seu pai.

    Filmografia

    2001: Balas & Bolinhos
    2004: Balas & Bolinhos – O Regresso
    2009: Consequências
    2012: Balas & Bolinhos – O Último Capítulo

    Festivais & Prémios

    – XII Caminhos do Cinema Português

    Intérpretes

    Pedro Carvalho
    João Carvalho
    J.D. Duarte
    Luís Ismael
    Jorge Neto
    Angelito Pereira
    João Pires
    Aurélio Queirós
    Fernando Rocha
    Rosário Sousa

    BALAS & BOLINHOS 2 — O REGRESSO

    2004, 98′

    Os cromos estão de volta! Rato está com problemas de dinheiro. Culatra anda sem dinheiro e com problemas. Um dia descobrem a solução para todos os seus males… roubar o mapa de um tesouro. O que despoleta novamente uma série de confusões… É preciso reunir o grupo, mas falta um líder. Tone está de regresso para comandar a legião dos “duros”. Contra tudo e contra todos, Tone, Culatra e Bino encabeçam aquela que será, sem dúvida, a maior aventura do cinema português. Um filme irreverente e ousado, com diálogos e situações hilariantes, sequela de “Balas & Bolinhos”. Contado… ninguém acredita!

    Ficha Técnica

    Realização
    Luís Ismael

    Argumento
    Luís Ismael

    Fotografia
    Bruno Carvalho

    Música
    Vítor Silva

    Montagem
    Luís Ismael
    Bruno Carvalho

    Produtor
    J.D. Duarte

    Produção
    AACV

    Uma co-produção
    Lightbox Filmes

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  • 20 Anos: As Bodas de Deus

    A 5 de Dezembro de 2013 integrado no Ciclo “20 Anos de Cinema Português”   será exibido,pelas 22 horas, “As Bodas de Deus” de João César Monteiro. A projecção ocorrerá no Mini-Auditório Salgado Zenha. Entrada Livre.

    JOÃO CÉSAR MONTEIRO

    Nascido na Figueira da Foz (1939), é uma das figuras mais relevantes do cinema português. Controverso e original como a sua obra, introduz nas suas primeiras obras o conceito de “antropologia visual”. Os seus filmes únicos ganharam um protagonismo internacional, tendo participado regularmente nos grandes festivais europeus. A trilogia do personagem João de Deus é talvez o mais consensual dos seus trabalhos – tendo o primeiro filme, Recordações da Casa Amarela, sido agraciado com o Leão de Prata do Festival de Veneza. A prestigiada revista Cahier du Cinema selecionou os outros dois filmes, A Comédia de Deus e As Bodas de Deus, entre os melhores 10 de 1996 e 1999, respectivamente.

    Festivais & Prémios

    – Mar del Plata Film Festival (Prémio Ombu de Oro)
    – Festival de Cannes

    Intérpretes

    Rita Durão
    Joana de Deus

    João César Monteiro
    João de Deus

    Joana Azevedo
    Elena Gombrowicz

    José Airosa
    Omar Raschid

    Manuela de Freitas
    Madre Bernarda

    Luís Miguel Cintra
    Enviado de Deus

    Ana Velazquez
    Leonor

    José Mora Ramos
    O Inspector Pantaleão

    Fernando Mora Ramos
    O Psiquiatra

    Fernando Heitor
    O Mordomo Vasconcelos

    João Listz
    Sparafucile

    Jean Douchet
    Bardamu

    AS BODAS DE DEUS

    1998, 150′

    Tudo parece perdido.

    É então que num velho parque solitário e gelado, duas sombras se encontram: a de Deus e a de um Enviado de Deus.

    O Enviado de Deus dá ao vadio (estado provisório do pobre João de Deus) uma mala cheia de dinheiro. Missão cumprida, o Enviado vai à vida. Debaixo da árvore à beira do lago, João conta as pápulas. A água silente do lago é perturbada pela queda de um corpo. Ouvido o que se passou, vai João ver o que se passa. A jovem Joana está prestes a afogar-se. João atira-se à água retira Joana. Ministrados os primeiros e tão prontos socorros, João transporta a inanimada para um convento de freiras. Que confiança! Que aventurança!

    Volta ao parque para recuperar o dinheiro contido na mala. Felizmente, aquela hora do dia, os viandantes não viandam.

    Rico como Cresus, João regressa ao convento para se inteirar do estado de saúde de Joana e para, graças à sua esplêndida situação financeira, melhorar a vida do convento e a vida de Joana.

    Esta serve numa creche aberta pela paróquia da aldeia, meu velho Couperin. Na boa companhia da madre Bernarda, a superiora do convento, João de Deus almoça com a madre Bernarda: cozido à portuguesa, tintamente regado.

    Após a santa ingestão, conversação com Joana à beira-mar. João de Deus encontra uma romã na areia. Corta a romã irmamente e oferece a Joana uma das metades. Longo silêncio. É tudo.

    Pousada de Santa Isabel em Estremoz. No quarto de João de Deus, tornado Barão de Deus, uma jovem malabarista exercita-se sem amor com três laranjas. Tanto pior!

    Na cozinha do hotel, o Barão ajuda o velho pasteleiro a inscrever uma palavra gentil num bolo especialmente concebido para uma misteriosa Princesa que passa por ser o grande amor do Príncipe Omar Raschid, magnate do petróleo e jogador inveterado.

    Omar Raschid e João de Deus encontram-se no bar do hotel e ficam amigos. Decidem jogar uma partida de poker no palácio da quinta do Paraíso, uma propriedade adquirida por João de Deus nos arredores de Lisboa. Omar Raschid chega ao palácio, acompanhado pela Princesa, a bela lena Gombrowciz, presumivelmente de origem polaca.

    Disputada a partida de poker, Omar Raschid perde uma soma importante. É então que Elena manifesta o desejo de ser tirada à sorte. João de Deus ganha a Princesa e Omar Raschid, tendo o seu fatal destino traçado, despede-se do amor e da vida. Bom repouso.

    Com o duplo propósito de divertir a Princesa e de perturbar a paz do podre do país, o Barão de Deus aproveita uma récita de “La Traviata” de Verdi, no teatro de São Carlos, para lhe conferir uma dimensão orgíaca, com ressonâncias fortemente libertárias.

    Depois de tão intensas emoções é desumano que o acto nupcial entre Barão e a Princesa não chegue a consumar-se: João confessa a Elena onde guarda o dinheiro e, exausto, adormece entre os seus seios. Erro fatal. Horror, horror!

    João de Deus acorda pela manhã com bestiais apetites. Demasiado tarde. Descobre que Elena desapareceu, levando todo o seu dinheiro e, pior do que isso, sem deixar pentelho. Como uma desgraça nunca vem só, uma patrulha da Guarda Republicana, coadjuvada por uma acirrada matilha de pastores alemães, vasculha a pente fino a propriedade e, num picadeiro, desencanta um verdadeiro arsenal de guerra.

    João de Deus, evidentemente suspeito, é algemado e conduzido sob escolta, até um gabinete da Polícia Judiciária, onde é submetido a um interrogatório. É enclausurado em regime de prisão preventiva num ailo psiquiátrico que, aliás, conhece razoavelmente bem. Após uma entrevista com o Director da instituição, um velho conhecido para quem o seu dossier é familiar, dá-se conta, uma vez mais, que ninguém acredita na proveniência divina da sua fortuna. De resto, ele também não…

    No espaço arquitectónico circular em que é fechado, julga rever o Enviado de Deus, mas este não o reconhece ou, o que vem a dar ao mesmo, finge não o reconhecer. Diz a João de Deus que é o Cristo depois da Ascensão e nega ter-lhe dado dinheiro.

    No tribunal, diante dos juízes, João de Deus comete um acto de desobediência e declara-se inocente, mau grado os seus pecados. É condenado a uma pena de cadeia, durante a qual recebe a visita de Joana.

    Purgada escrupulosamente a pena, Joana espera João de Deus à saída da prisão. Partem. Joana anuncia o fim da comédia.

    – João César Monteiro –

    Ficha Técnica

    Realização e Argumento
    João César Monteiro

    Director de Fotografia
    Mário Barroso

    Som & Montagem
    Joaquim Pinto

    Decoração
    Alfredo Furiga

    Guarda-roupa
    Sílvia Grabowsky

     

    Direcção de Produção
    Joaquim Carvalho

    Produtor
    Paulo Branco

    Produção
    Madragoa Filmes

    Uma co-produção
    RTP
    Gemini Films

    Apoio
    RTP
    ICAM

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  • Cinemalogia 3 — O Arranque


    História do Cinema

    Fausto Crucinho

    30 de Novembro 2013

    35€ / Sócios CEC
    45€ / Estudantes
    55€ / Público Geral


    Introdução à Linguagem Cinematográfica

    Rita Capucho

    1 de Dezembro 2013

    35€ / Sócios CEC
    45€ / Estudantes
    55€ / Público Geral

    A terceira edição do Cinemalogia – Da Ideia ao Filme, promovido pelo Festival Caminhos Cinema Português, arranca no próximo sábado, dia 30. Começamos pelas bases da História do Cinema, leccionado por Fausto Cruchinho e no domingo abordaremos a Introdução à Linguagem Cinematográfica leccionado por Rita Capucho. 

    Fausto Cruchinho é licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) em 1982. Mestre em Estudos Cinematográficos e Audiovisuais em 1995 pela Université Paris VIII Vincennes – Saint-Denis. Docente entre 2002 e 2012 na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Doutor em Estudos Artísticos em 2013, pela Universidade de Coimbra. Investigador Integrado do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20).

    Rita Capucho é doutoranda em Estudos Artísticos, especialização em Estudos Fílmicos e da Imagem na Universidade de Coimbra. Mestre em Estudos Artísticos pela Faculdade De Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). É membro da Comissão Organizadora da Avanca | Cinema – Conferência Internacional Cinema – Arte, Tecnologia, Comunicação, da direcção da Debatevolution – Associação e produtora editorial do International Journal of Cinema. Membro da Associação de Investigadores da Imagem em Movimento (AIM), do European Network for Cinema and Media Studies (NECS) e do Grupo Poético de Aveiro (GPA). Actualmente desempenha funções como produtora no Cine Clube de Avanca (CCA).

    Saber mais

  • 20 Anos: O Barão

    No dia 28 de de Novembro o Ciclo “20 Anos de Cinema Português” irá exibir a adaptação do conto de Branquinho da Fonseca “O Barão”, realizada em 2011 por Edgar Pêra. A exibição decorrerá no Mini-Auditório Salgado Zenha às 22:00. Entrada Livre.

    EDGAR PÊRA

    Edgar Pêra, nasceu em Lisboa, a 19 de Novembro 1960. Edgar Pera e um dos mais importantes e originais representantes da actual geração de realizadores experimentais portugueses. Mas o seu trabalho tem sido exibido internacionalmente. Começou por estudar Psicologia mas em 1981 abandona o 4o Ano da Faculdade de Psicologia de Lisboa para ingressar no curso da Escola Superior de Cinema do Conservatório de Lisboa, que termina em 1984. Começa então a escrever ficções para cinema, televisão, radio, imprensa e publicidade. Até 1990 realiza sobretudo filmes video-clip e programas de radio. No principio desse ano estreia no Fantasporto a sua primeira curta-metragem oficial, rodada nas ruinas do Chiado. Desde então continua a filmar em diferentes formatos (vídeo e filme) para diferentes meios (cinema, televisão, instalações e espectáculos),viajando entre o vanguardismo e a tradição popular.

     

    Festivais & Prémios

    XVIII Caminhos do Cinema Português
    – Melhor Argumento Adaptado
    – Melhor Fotografia
    – Melhor Caracterização
    – Melhor Montagem

    Globos de Ouro
    – Melhor Actor

    Rotterdam International Film Festival
    – Official Selection SPECTRUM

    Intérpretes

    Nuno Melo
    Barão

    Marcos Barbosa
    Inspector

    Leonor Keil
    Idalina

    Mariana Albuquerque
    Professora

    Paula Só
    Avó

    Jorge Prendas
    Mestre Alçada

    Rogério Rosa
    Criado da Taberna

    Vitor Correia

    Miguel Sermão 

    O BARÃO

    2011, 91′

    Numa natureza insólita, um inspector viaja até uma aldeia para redigir um relatório. Num sufoco kafkiano, amedronta a professora. Surge o Barão, troca-se de papeis e o inspector é arrastado para um gigantesco solar. Aí, o Barão bebe e discursa sobre cavalos doutorados e mulheres que trocou com o pai. Brinda-se 

    a uma mulher, num castelo. Chora-se. Idalina serve o jantar. Domina. Muito álcool. Inspector com visão toldada. Tempo dilatado. Ribomba. O salão enche-se de estranhos embuçados, uma tuna com rituais dionisíacos. Dançam de roda. Vertigem e crescendo de loucura. O Barão tomba! Ergue-se purificado e vai ao Castelo da Bela-Adormecida. Sombras e suspense. O inspector, escorraçado por Idalina, está perdido e raivoso. Adormece a fumar e sonha com o Inferno e a Tuna acorrentada. Acorda no fumo, sebastianicamente salvo pelo Barão. Mais brindes, choro e confissões. Num jardim, que parece dos suplícios, pisam flores ao procurar rosas. Macrofotografia. Sangue nas mãos. Nos espinhos. Figuras na noite. O barão dispara. Fita-se o brilho demoníaco dos olhos de cães com aterradoras mandíbulas. 

    Há um conflito entre bêbedos. O Barão desaparece com uma rosa branca e o inspector é asfixiado e lambuzado pelas enormes línguas dos cães. Nojo. Desespero. De madrugada, o Inspector compra um burro. Perde-se no horizonte. Final bucólico, patético. Cómico. Epílogo. O inspector descobre que o Barão foi alvejado. Mas deixou a rosa na janela. A Tuna ressoa no solar.

     

     

    Ficha Técnica

    Realização 
    Edgar Pêra

    Director de Fotografia
    Luís Branquinho

    Montagem
    Tiago Antunes

    Director de Som
    Tiago Raposinho

    Guarda-Roupa
    Susana Abreu

    Caracterização
    Jorge Bragada

    Música
    Vozes da Rádio 

    Produtor

    Ana Costa

    Co-Produtor
    Rodrigo Areias 

    Produção
    Cinemate 

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