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A Pastora (Sinde Filipe, 1974) + Prazer, Camaradas! (José Filipe Costa, 2019)

VII Programa!Ação – Mostra de Cinema Patrimonial Português

Nesta sua VII Edição, a temática abraçada é “O Desejo e o Sexo no Cinema Português”.

Esta mostra propõe uma reflexão sobre a forma como o cinema nacional abordou, ao longo das últimas décadas, as temáticas do desejo e da sensualidade, privilegiando uma abordagem artística e simbólica, em vez de uma representação puramente literal. A seleção de filmes atravessa diferentes períodos e géneros da cinematografia portuguesa.

Nesta sessão serão exibidos:

A Pastora (Sinde Filipe, FIC, 15′, 1974) M/12

Uma rapariga surda-muda é seduzida por um bufarinheiro. Ao regressar a casa, na impossibilidade de falar, conta a aventura aos pais com o auxílio de dois bonecos.

Prazer, Camaradas! (José Filipe Costa, DOC, 105′, 2019) M/12

1975 – pós revolução 25 de Abril. Eduarda, João e Mick viajam da Europa do Norte para trabalhar nas cooperativas das herdades ocupadas em Portugal: conseguirão trazer a revolução sexual aos campos de Portugal? Prazer, Camaradas!, o novo filme de José Filipe Costa, é, como diz o realizador, a dramatização “das memórias de uma revolução que não foi apenas política, mas também sexual e de costumes”, confrontando as ideias e os comportamentos de estrangeiros e portugueses sobre a intimidade e a vivência da sexualidade. 

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Guiné-Bissau: da Memória ao Futuro (Diana Andringa, Documentário, 68′, 2019)

A 24 de setembro de 1973, poucos meses depois do assassinato do seu líder histórico, Amílcar Cabral, o PAIGC-Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde declarava unilateralmente a independência da Guiné-Bissau. Era o corolário de uma longa luta contra o colonialismo e mais um passo dado no caminho que haveria de levar ao 25 de Abril em Portugal. O país tornou-se politicamente independente e passou por variadas vicissitudes ao longo de praticamente cinco décadas. Em 2018, um conjunto de académicos, membros da sociedade civil e combatentes guineenses encontraram-se com académicos portugueses e de outras nacionalidades no âmbito de um colóquio coorganizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES-UC), através do projeto CROME, pelo Centro de Estudos Sociais Amílcar Cabral (CESAC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP). Realizado por Diana Andringa, este documentário toma esse encontro como um pretexto para uma mais ampla viagem reflexiva sobre as esperanças e os bloqueios que foram construindo a Guiné independente. E mostra-nos também como a memória pode ser um inesperado instrumento para imaginar outro futuro. 

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April – Abril (Dea Kulumbegashvili, Drama, 134′, 2024)

Um tema delicado, filmado de forma crua e lúcida. Nina é uma médica obstetra que está a ser alvo de uma acusação de negligência e de rumores de que ela faz abortos ilegais a pessoas necessitadas. Nina é também a única ajuda possível que pacientes possuem nesta comunidade rural na Geórgia onde o aborto é um mito. Um grito pela autonomia física das mulheres e o peso de lutar contra instituições que não concedem esta liberdade. APRIL é um filme verdadeiramente arrebatador que venceu o Prémio Especial do Júri no Festival de Cinema de Veneza. 

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Com a Alma na Mão, Caminha (Sepideh Farsi, Documentário, 113′, 2024)

Este filme é uma janela, aberta graças ao milagroso encontro entre a realizadora Sepideh Farsi com fotógrafa Fatma Hassona. A realizadora conheceu Fatma através de um amigo palestiniano. Fatma tornou-se os seus olhos em Gaza, enquanto resistia e documentava a guerra, e a realizadora tornou-se o laço entre Fatma e o resto do mundo, desde a sua “prisão” de Gaza. Mantiveram esta linha de vida durante mais de 200 dias. As imagens e conversas que trocaram tornaram-se este filme. Fatma foi assassinada, juntamente com a maior parte da sua família, por um ataque israelita a 16 de abril de 2025, depois de receber a notícia que o filme tinha sido selecionado para o Festival de Cannes. 

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Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem (Kogonada, Romance/Drama, 139′, 2025)

Algumas portas levam-te ao teu passado. Outras levam-te ao teu futuro. E outras mudam tudo. Sarah (Margot Robbie) e David (Colin Farrell) são dois solteiros que se conhecem no casamento de um amigo comum e que, por uma reviravolta surpreendente do destino, se reencontram em Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem – uma aventura divertida, fantástica e arrebatadora, na qual revivem momentos importantes do passado de cada um, revelando como chegaram onde estão no presente… e possivelmente tendo a chance de mudar os seus futuros. 

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Nome (Sana Na N’hada, Drama, 117′, 2023)

Sana N’Nhada, o veterano realizador guineense, revisita a memória da Guerra Colonial e da sua juventude na luta contra o exército português. Nome, com estreia mundial no Festival de Cannes, é uma abordagem poética e ficcional acompanhada por imagens de arquivo da época, originalmente documentadas por Na N’Hada e os seus camaradas. Um filme para compreender a história do país, que evoca uma reflexão sobre o passado e o presente: “Será que é esta a Guiné-Bissau pela qual lutámos?” Estamos em 1969 e em plena Guerra Colonial Portuguesa na Guiné-Bissau. Antes de mergulharmos no conflito, vemos o dia-a-dia do protagonista, Nome, e as suas relações com a mãe e a Nambu, por quem está apaixonado. Mas Nome não ficará na aldeia por muito mais tempo e entregará o seu corpo e alma à luta armada junto das guerrilhas do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) para combater o exército português. Torna-se um herói atormentado por tudo o que aconteceu. 

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O Amigo Americano (Wim Wenders, Drama, Crime, Mistério, 126′, )

Jonathan Zimmermann, é um alemão que sofre de leucemia e acha que vai morrer em breve. Tom Ripley, um americano sem escrúpulos, traficante de obras de arte, apresenta Jonathan ao mafioso Minot (Gérard Blain), que o quer contratar como assassino profissional. Jonathan concorda, pensando no futuro financeiro da família, mas vê-se num pesadelo de mentiras e jogo duplo. Entre Jonathan e Ripley acaba por se desenvolver uma amizade que leva o americano a intervir quando Zimmermann não consegue levar a cabo o homicídio. Cópia Restaurada 4K 

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F1 – O Filme (Joseph Kosinski, Ação, 155′, 2025)

Apelidado d’ “o maior que nunca foi”, Sonny Hayes (Brad Pitt) foi o fenómeno mais promissor da F1 nos anos 90, até que um acidente na pista quase acabou com a sua carreira. Trinta anos mais tarde, é um piloto nómada de aluguer quando é abordado pelo seu antigo colega de equipa Ruben Cervantes (Javier Bardem), dono de uma equipa de F1 à beira do colapso. Ruben convence Sonny a regressar para uma última oportunidade de salvar a equipa e ser o melhor do mundo. Ele vai pilotar ao lado de Joshua Pearce (Damson Idris), o rookie promissor da equipa que quer impor o seu próprio ritmo. Mas à medida que os motores roncam, o passado de Sonny apanha-o e ele descobre que o seu companheiro de equipa é o seu mais feroz concorrente – e o caminho para a redenção não é algo que se possa percorrer sozinho. 

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A Mulher Que Morreu de Pé (Rosa Coutinho Cabral, Documentário, 113′, 2024)

Mais do que um documentário ficcionado sobre Natália Correia, “A Mulher Que Morreu de Pé” é um casting poético com atores que deambulam entre um filme e uma peça de teatro. Passa-se em lugares habitados antes por Natália e, agora, por estes atores que nos ajudam a escavar os mitos, os fantasmas, as dores nascidas na vida e na obra de Natália — uma das figuras mais importantes da cultura, literatura e política portuguesa, antes e depois do 25 de Abril. 

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