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Solveig Nordlund conquista o Prémio Outros Olhares com «Memórias do Teatro da Cornucópia»,

Na secção Outros Olhares, dedicada a obras que estabelecem pontes entre o cinema e outras disciplinas artísticas, desafiando e expandindo os limites da linguagem cinematográfica, o júri composto por Carolina Dias, Joaquim Pedro Pinheiro e Leonor Teles distinguiu o filme Memórias do Teatro da Cornucópia, de Solveig Nordlund, com o Prémio «CISION – Outros Olhares».

A obra, narrada pela voz de Luís Miguel Cintra e construída a partir de imagens de arquivo, conduz o público por uma viagem através dos 40 anos de história do Teatro da Cornucópia, destacando o espírito de resistência, liberdade, experimentação e irreverência que definiu a companhia. O filme sublinha ainda a importância das marcantes encenações e dos cenários criados por Cristina Reis, preservando um legado que, segundo o júri, o Estado português não soube salvaguardar aquando do encerramento da histórica companhia.

 

 

Além do prémio principal, o júri atribuiu uma Menção Honrosa ao filme Memento / Lembra-te, de Leonor Areal e Edgar Sardinha. A distinção reconhece a simplicidade e frescura da proposta cinematográfica, que combina imagens de arquivo, música e sonoplastia numa abordagem experimental. Para o júri, Leonor Areal demonstra que “é possível fazer bons filmes com qualquer coisa, até mesmo com o conteúdo de um saco de plástico”.

 

Dedicada a obras que desafiam e expandem os limites da linguagem cinematográfica, o júri  de Outros Olhares foi composto por Carolina DiasJoaquim Pedro Pinheiro e Leonor Teles.

Carolina Dias, produtora, realizadora e argumentista, é fundadora da Refinaria Filmes e doutoranda em Sustentabilidade na Universidade de Lisboa, com um percurso que une criação artística e consciência ambiental. Joaquim Pedro Pinheiro, programador e distribuidor, é responsável pela Agência da Curta-Metragem Portuguesa e integra a equipa de seleção do Curtas Vila do Conde.  Leonor Teles, realizadora de Balada de um Batráquio (Urso de Ouro, Berlinale), Terra Franca e diretora de fotografia de Mal Viver (Urso de Prata, 2023), é uma das vozes mais reconhecidas da nova geração do cinema português.


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