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Notícias

  • Watching the River Flow – CAV 14 a 23 Novembro

    Curadoria de Sean Walsh | Centro de Artes Visuais, Coimbra | 14 a 23 Novembro 2012


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    ‘…watching the river flow…’ é uma exposição do trabalho de uma série de artistas irlandeses em fotografia e vídeo.
    Organizado por Sean Walsh, Director do Ballina Arts Centre, a exposição capta a essencia da Irlanda no século XXI. O colapso económico, o qual seguiu os anos ‘boom’ do Celtic Tiger, teve profundos efeitos sócioculturais num país que estava a chegar a uma conclusão quanto à sua recente prosperidade.

    A Irlanda sempre foi um país cujos artistas tiveram um papel importante na escrita e no registo da sua história. Durante o último século, muita dessa história era composta por pobreza, repressão e miséria. No virar do milénio, o país foi apanhado por todo um mundo em desenvolvimento e experimentou uma prosperidade sem precedente. Com o colapso da industria da construção e o ‘boom’ da propriedade, a robustez da economia do país murchou, deixando dívidas astronómicas que o país terá de pagar durante as próximas gerações. Porém, apesar de tudo isto, a vida continua.


    E mais uma vez, os artistas da Irlanda estão lá para registar o ‘rio’ da vida. Eles observam-no numa perspectiva ‘exterior’. Esta exposição realça alguns dos mais interessantes artistas irlandeses. Trabalhando em fotografia e vídeo, eles são talvez os mais bem equipados para capturar a verdadeira essencial da mudança irlandesa. Através do seu trabalho, vemos pessoal, espaços, lugares, prédios, objectos… alguns com uma ‘borda’ abstracta, enquanto outras mais claras. A linha comum que une todo o trabalho, porém, é a realidade. E é o agora. ‘…watching the river flow…’ realça o trabalho de: Niall Kerrigan (fotografia); Aideen Barry (vídeo); Alan James Burns (vídeo); Ian Wieczorek (vídeo); Amanda Rice (vídeo); Paul Hallanhan (vídeo); e Ruby Wallis (fotografia).

     

    Artistas

    Niall Kerrigan – Derelict
    Niall Kerrigan designer gráfico galardoado de Dublin, agora a viver em Killala, no Condado de Mayo. Desde que se mudou para Mayo que documentou a área onde vive e trabalhou por meio de fotografia, que representa a maior parte do seu trabalho. Derelict: Silent & Still é uma exposição inspirada pela arquitectura do abandono. Durante a renovação urbana, muitas foram as casas deixadas, escoradas por madeiras, aguardando as suas terras por um preço justo. Estas meias-casas, divididas por paredes interiores, são a decadência deixada para trás pelo Homem. Foram despitas de tudo, menos de raras evidências de que outrora foram habitadas por humanos: um prato partido, um sapato sem sola, exprimindo um sentimento de abandono e perda. Foram deixados como – quase literalmente – uma perda de espaço. Encontra-se cada um deles a apodrecer em silêncio, dando-lhe voz através apenas de enquadramento e luz natural.

     

    Aideen Barry – Possession
    Possession é o filme de animação de Aideen Barry’s, que satiriza a nossa tendencia de viver além das nossas necessidade para perseguir a nossa necessidade. Aideen Barry (nasceu em 1979) é um artista visual que vive na Irlanda. Barry nasceu em Cork e é conhecida pelas suas acções performativas, filmes, escultura, desenho e trabalho de instalação. O seu trabalho foi mostrado nacional e internacionalmente numa série de museus, centro de Arte Contemporânea, Galerias privadas e Feiras de arte por todo o mundo.

     

    Alan James Burns – untitled
    Alan James Burns é um artista de vídeo, instalação e performance, residente em Dublin. Recebeu um BA em Belas Artes, pelo Dublin Institute of Technology, 2008. As suas exibições a solo incluem ‘Till the Cows Come Home’ (Cavan County Museum, 2011) e ‘To Walk in a State of Finality than in one of Impermance’ (Exchange Gallery, 2010). Futuras exibições incluem Claremorris Open, Claremorris, Co Mayo and Gracelands, Co. Leitrim, 2011 Alan James Burns is a video, installation, performance artist based in Dublin. He received a BA in Fine Art, from Dublin Institute of Technology, 2008. Solo exhibitions include Till the Cows Come Home, Cavan County Museum, 2011 and To Walk in a State of Finality than in one of Impermance, Exchange Gallery, 2010. Forthcoming exhibitions include Claremorris Open, Claremorris, Co Mayo and Gracelands, Co. Leitrim, 2011.

     

    Ian Wieczorek- Business as Usual
    A prática artistica de Ian Wieczorek é baseada primeiramente na pintura e no desejo, e mais recentemente na curadoria. Desde 2003 que expõe amplamente em grupos/shows privados na Irlanda (incluindo Undertow (organizado por Alice Maher e Aideen Barry) 2011/12; CCA:RDS Collective Contemporary Art 2010 (organizado por Helen Carey); COE/Claremorris Open Exhibition 2009; e IONTAS 2005), N. Irlanda, Alemanha (Kornhäuschen, Ascha%enburg, e turn-berlin gallery, Berlim) e China (411 Galleries, Hangzhou, China Central Academy of Fine Art Gallery, Beijing e Eastlink Gallery, Shanghai). Business As Usual é uma curta-metragem que explora as noções de persistência e transigência, filmado num hotel abandonado à beira-mar em West Kerry. A peça apresenta quatro pontos de vista do interior do hotel, aparentemente estático, porém reflectindo as mudanças atmosférias, observando um desaparecimento progressivo de uma estrutura destruída. Um edifício que, mesmo com o vento, pingos de água e invadido por aves, ainda ecoa ressonâncias do seus apogeu.

     

    Amanda Rice – fire sequence
    Amanda Rice é uma artista multi-media. O seu trabalho alterna entre os suportes impressos, instalações e múltiplas abordagens procurando atingir o idealismo dentro da ambiguidade ou ambientes banais. Os seus trabalhos focam assuntos como o progresso e a urbanização, apesar de os seus trabalhos estarem politizados também reflectem algum humor. O seu trabalho actual toma o ponto de vista do migrante, da viagem e do fluxo como meios de construir a identidade de cada indivíduo. O tempo de trânsito levou-a a considerar que a estagnação social se pode desenvolver quando confrontada em ambientes consistentes e repetitivos.

     

    Paul Hallahan – holy the supernatural extra brilliant intelligent kindness of the soul
    “Holy the supernatural extra brilliant intelligent kindness of the soul” é um trabalho em video por Paul Hallahn, um artista irlandês de Kildare. O seu trabalho é amplamente baseado por meio de vídeo e envolve um olhar sob a relação entre o Homem e o seu redor. Entre 2009 e 2012 fundou com dirigiu Soma Contemporary Art Space na cidade de Waterford.

      < p style=”text-align: justify;”>Ruby Wallis – Other Madonnas
    Ruby Wallis é uma investigadora PhD juntamente com o National College of Art & Design, Dublin (NCAD) e GradCAM. Ela completou o seu M.A. em Fotografia Documental em 2007 na University of Newport, Wales e um grau em Pintura na GMIT, 2004. Wallis tem exposto internacionalmente desde 2003. Ela foi participou no Community Artist – com CREATE, Practice.ie e no Galway Arts Centre desde 2002. Também foi nomeada em 2006 e 2009 para o Gallery of Photography’s Artist Award e fez parte do seu show-digressão ‘An Insiders View’, Fotografia, exposto em Dublin, Ales, Paris e Berlim em 2008. Os trabalhos nesta exibição são retirados de ‘Other Madonnas: body of work documenting alternative and tangential communities, on this occasion with a series of photographs of single mothers with their daughters’.

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  • Discurso de Encerramento

    Olá muito boa noite e bem vindos aos Caminhos do Cinema Português

    É com um grande prazer que vós recebemos em Coimbra!

    Pode parcer que estou a sussurar numa tentativa de imitar a realização do João Viana no filme “Ò Marquês Vem cá Baixo Outra Vez”, por causa da crise, mas longe de mim estar a plagiar, esta é mesmo a minha voz trémula e nervosa.

    Esta sala e aqueles que por ela ao longo de uma semana passaram podem contrariar aquilo que alguém, no uso de liberdade de expressão, que as novas redes sociais permitem, e a coberto de alguns interesses ocultos, escreveu.  Reza  um comentário, que não posso deixar de partilhar hoje convosco, que, e cito: “o festival Caminhos do Cinema Português é uma originalidade coimbrã que a nomenclatura cultural lisboeta despreza e que o público cinéfilo local tolera, mas não vê.”

     Não conheço a realidade em que dito cidadão coimbrão vive, mas creio que não é na mesma em que este festival decorreu. Se por um lado conseguimos uma digna presença da maioria dos realizadores, produtores e demais intervenientes dos filmes a concurso, trouxemos a este palco, por via das Master Sessions, um não menor grupo de intervenientes, que muito honram e muito deveriam honrar esta cidade.

    Pelo que vejo, este desprezo da nomenclatura lisboeta é então um desprezo marcado pela presença, uma presença feita à custa de sacrifícios financeiros e pessoais. Mas olhe que eles estiveram cá? Onde esteve você?

    E o público, o público de Coimbra, o mesmo que vê e adere, o que esteve patente em diversas sessões. Aliás o eclectismo da programação, permitiu que os diferentes públicos pudessem ter acesso a todo o cinema português.

    É esta a realidade da sociedade conimbricense? É este o apoio que alguém com responsabilidade na área da comunicação, dá a eventos de tão originalidade nacional? Não nos revemos nestes estereótipos culturais e mentalidades e continuaremos a lutar por percorrer um caminho, um caminho com o cinema português e com a cultura portuguesa, o permitir acesso aos que não querem, mas também de abrir os olhos de quem não quer.

    Será sempre mais valida a opinião de um único espectador presente, do que de todo o mundo ausente.

    Do comentário são efectivamente de aproveitar os adjectivos “resistentes e resilientes”, são eles que caracterizam esta equipa que me acompanhou, na presente edição, nas edições anteriores. Entre todos, os que estiveram presentes, os que se ausentaram, é lhes devida a existência deste festival.

    Chegou a altura de deixar de subalternizar a nossa cultura em geral e o nosso cinema em particular.

    Vítor Ferreira
    Director do festival

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  • E os vencedores são…

    – PRÉMIOS JÚRI OFICIAL

    – Grande Prémio do Festival Cidade de Coimbra

    A Nossa Forma de Vida de Pedro Filipe Marques

    – Melhor Longa-Metragem – Porto Douro Réccua

    Florbela de Vicente Alves do Ó

    – Melhor Curta-Metragem – In Tocha

    Cerro Negro de João Salaviza

    – Melhor Animação – Fruti Bairrada

    Fado do Homem Crescido de Pedro Brito

    – Melhor Documentário – Porto Cruz

    Complexo de Mário Patrocínio

    – Prémio Revelação – Domus Legis

    Outro Homem Qualquer de Luís Soares

    – Prémio Melhor Actor

    Cristóvão Campos em Nylon da Minha Aldeia

    – Prémio Melhor Actor Secundário

    Dinarte Branco em A Moral Conjugal

    – Prémio Melhor Actriz

    Dalila Carmo em Florbela

    – Melhor Actriz Secundária

    Margarida Carpinteiro em Assim, Assim

    – Melhor Realizador

    Pedro Filipe Marques em A Nossa Forma de Vida

    – Melhor Direcção Artística

    Pedro Sá em A Vingança de Uma Mulher

    – Melhor Fotografia

    Acácio Almeida em A Vingança de Uma Mulher

    – Melhor Guarda-Roupa

    Produções TCC em A Vingança de Uma Mulher

    – Melhor Caracterização

    Abigail Machado em Florbela

    – Melhor Montagem

    Raphel Lefévre em A última Vez Que Vi Macau

    – Melhor Som

    Jaime Barros/ Elsa Ferreira em Florbela

    – Melhor Banda Sonora Original

    André Joaquim em Assim, Assim

    – PRÉMIOS JÚRI ENSAIOS VISUAIS –

    – Melhor Filme – Fundação da Juventude

    Do Mundo de Manuel Guerra da Escola Superior de Teatro e Cinema

     

    – PRÉMIO JÚRI FICC | IFSS –

    – Prémio Dom Quijote

    A Nossa Forma de Vida de Pedro Filipe Marques

    – Menção Honrosa

    Complexo – Universo Paralelo de Mário Patrocínio

     

    – PRÉMIO REVISTA C –

    Sem Querer de João Fazenda

     

    – PRÉMIO DO PÚBLICO – CHAMA AMARELA –

    Aristides de Sousa Mendes de Francisco Manso e João Correa

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  • Fernando Alvim e Filomena Cautela apresentam Cerimónia de Entrega de Prémios

    A cerimónia de entrega dos prémios da XIX edição do festival Caminhos do Cinema Português vai contar com a apresentação do comunicador Fernando Alvim e da actriz e apresentadora Filomena Cautela. O evento acontece no dia 18 de Novembro, domingo, às 22 horas, no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra.

     

    Fernando Alvim começou a actividade na rádio com 17 anos e desde então nunca parou: passou pela Rádio Press, TSF, Rádio Energia, Rádio Nova, Nova Era e aos 24 anos sai do Porto e vai para Lisboa. Iniciou a sua actividade televisiva no “TopRock”, na TVI, ao lado de Mariana Amaral Pedro Marques e Vanda Miranda. Um ano e meio depois, transfere-se para o “Curto Circuito” onde se junta a Rui Unas e Rita Mendes com os quais divide a partir daí a apresentação. Pelo meio, apresenta durante mais de dois anos o magazine de cinema “CineXL” com Nuno Markl, e com o mesmo, interrompe a apresentação do CC para se dedicar ao seu primeiro projecto televisivo a partir de uma ideia original sua: “O Perfeito Anormal”. Depois do CC e do “Prazer dos Diabos”, Fernando Alvim apresentou o “Boa Noite Alvim” na SIC Radical, um programa da sua autoria que teve depois continuidade na Speaky TV. Actualmente apresenta o programa “5 para a Meia-Noite”, na RTP e o programa na Antena 3 “Prova Oral”. Tem projectos como a Revista 365, o livro “Alvim – 50 Anos de Carreira” e dinamiza o Festival Termómetro Unplugged.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

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    p style=”text-align: justify;”>Filomena Cautela é actriz e apresentadora. Actualmente apresenta o programa “Cá Estamos”, na TV Globo Internacional Portugal e “5 para a Meia-Noite” na RTP. Está também em ensaios para um monólogo inspirado na vida e obra de Janis Joplin. Faz ainda o programa de rádio “5 Para o Meio-Dia” em conjunto com os outros apresentadores do “5 Para a Meia-Noite”, na Antena 3. É actriz de séries como “Depois do Adeus”, “República”, “Cidade Despida”, “Casos da Vida”, “Chiquititas”, “Aqui não há quem viva”, “Vingança” e “Morangos com Açúcar”.

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  • Aviso – Greve Geral

    Sessões do festival Caminhos do Cinema Português adiadas para 17 de Novembro

    Devido à greve nacional de 14 de Novembro, todas as sessões inseridas na Seccção Competitiva do festival Caminhos do Cinema Português, a realizar amanhã dia 14 de Novembro, foram adiadas para o próximo Sábado, 17 de Novembro. As sessões anteriormente marcadas para Sábado dia 17 de Novembro passam para Domingo, dia 18 de Novembro, juntamente com a cerimónia de encerramento do festival.

    A sessão dos Ensaios Visuais marcada para dia 14 muda de local, passando a realizar-se nesse dia, no Mini Auditório Salgado Zenha.

    A todos pedimos compreensão por esta alteração.

     

    A Organização

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  • Rolleux Du Cinema

    Divirto-me a descobrir o que consigo fazer com materiais recuperados. Um dia olhei para um rolo de papel higiénico vazio e questionei-me se poderia fazer algo com ele.

    Mais tarde, sem qualquer motivo, tive uma ideia.Utilizei tesouras de manicure e x-acto para recortar as pequenas formas de papel. Para as manipular usei pinças. Seleccionei papel da mesma cor do rolo, criando assim a ilusão de que as figuras são feitas deste.

    A escolha de papel levou a que, durante a concepção, tivesse o cuidado de não deixar que os materiais se possam confundir captando assim melhor a luz.

    A exposição Roleux Du Cinema pode ser vista de 9 a 17 de Novembro no Hall do Teatro Académico de Gil Vicente.

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