Entre 29 de outubro e 4 de novembro, a Casa do Cinema de Coimbra apresenta quatro documentários do realizador chileno, incluindo a estreia de «O Meu País Imaginário» (2022).
O ciclo reúne «Nostalgia da Luz» (2010), «O Botão de Nácar» (2015), «A Cordilheira dos Sonhos» (2019) e «O Meu País Imaginário» (2022), numa retrospetiva dedicada à história, à memória e às paisagens do Chile através do cinema documental de Patricio Guzmán.
A retrospetiva começa na quinta-feira, 29 de outubro, às 14h45, no Auditório Salgado Zenha, com «Nostalgia da Luz». Passado no deserto de Atacama, a três mil metros de altitude, o documentário cruza a observação das estrelas com a procura de familiares desaparecidos durante a ditadura chilena. O filme recebeu uma Menção Especial do Prémio François Chalais no Festival de Cannes e o prémio de Melhor Documentário nos Prémios Europeus do Cinema, tendo sido também o filme de abertura do Festival de Marselha. A obra volta a ser exibida na segunda-feira, 2 de novembro, às 19h40, na Casa do Cinema de Coimbra.
Na sexta-feira, 30 de outubro, às 14h45, no Auditório Salgado Zenha, é exibido «O Botão de Nácar», distinguido com o Urso de Prata para Melhor Argumento no Festival de Berlim. Partindo do oceano e da extensa costa chilena, Patricio Guzmán explora a relação entre a água, a memória e as vozes dos povos indígenas, dos colonos ingleses e dos prisioneiros políticos. O filme tem uma segunda sessão na terça-feira, 3 de novembro, às 18h20, na Casa do Cinema de Coimbra.
Na segunda-feira, 2 de novembro, às 14h45, o Auditório Salgado Zenha recebe «A Cordilheira dos Sonhos». Distinguido com o prémio L’Œil d’or para Melhor Documentário no Festival de Cannes, o filme parte da Cordilheira dos Andes, elemento central da paisagem chilena, para explorar a relação entre o território e a identidade do país. A segunda exibição está marcada para quarta-feira, 4 de novembro, às 19h20, na Casa do Cinema de Coimbra.
A estreia de «O Meu País Imaginário», realiza-se na terça-feira, 3 de novembro, às 14h45, no Auditório Salgado Zenha. O documentário parte das manifestações de outubro de 2019, quando cerca de um milhão e meio de pessoas saíram às ruas de Santiago para exigir mais democracia, melhores condições de vida, educação e saúde, bem como uma nova Constituição. Para Patricio Guzmán, este acontecimento concretizou uma expectativa que o acompanhava desde as lutas estudantis de 1973.
As sessões decorrem no Auditório Salgado Zenha e na Casa do Cinema de Coimbra.
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