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Isabel Ruth

Isabel Ruth foi para Lisboa aos 12 anos, onde começou a estudar ballet. Em 1958, partiu para Londres onde frequentou a Royal Ballet School. De regresso a Portugal, ingressou no Grupo Experimental de Ballet (mais tarde Ballet Gulbenkian). Ingressou no teatro por volta de 1970, depois de se estrear em O Marinheiro, de Fernando Pessoa, dirigida por Fernando Amado. Trabalhou depois com Ribeirinho, José Wallenstein, Fernando Heitor, Diogo Dória, Jorge Listopad, entre outros.

No âmbito internacional, uma curta-metragem com Pascal Aubier em França foi o ponto de partida para trabalhar com vários realizadores europeus. Instalou-se em Itália, em 1967, onde se tornou amiga de Pier Paolo Pasolini e de Bernardo Bertolucci, participando em diversas curtas metragens. Foi dirigida por Pasolini, protagonizou duas longas-metragens (uma, Il Retorno, realizada por Leonello Massobrio, outra, H2S de Roberto Faenza). Depois de uma longa viagem ao Oriente, viveu em Espanha e, em 1973, regressou a Portugal. Só em 1979 reapareceu no teatro (em Éden Cinema de Marguerite Duras, encenado por Fernando Heitor) e no cinema encarnou a rainha D. Teresa no filme O Bobo (José Álvaro Morais).

Considerada uma das maiores atrizes do cinema português, é presença fetiche na cinematografia de Paulo Rocha e trabalhou regularmente com Manoel de Oliveira, tendo sido ainda dirigida por João Botelho, José Álvaro Morais, Jorge Silva Melo, Lauro António, Jorge Cramez, Eduardo e Ann Guedes, Manuel Mozos, Raúl Ruiz, Margarida Gil, Fernando Lopes, Teresa Villaverde, Pedro Costa, Raquel Freire, Cláudia Tomaz e Catarina Ruivo.

Em 1995, no Festival de Cinema em Moscovo “Faces of Love”, é eleita a melhor atriz pelo seu desempenho no filme Pax, de Eduardo Guedes (1994). Voltou a filmar em Itália com Tonino de Bernardi. No final de 1999, a Cinemateca Portuguesa faz-lhe uma homenagem e João Bénard da Costa dedica-lhe o livro A dupla vida de Isabel Ruth. Em 2007, recebeu o Globo de Ouro como Melhor Atriz, pela sua interpretação em Vanitas, de Paulo Rocha (2005).

A 27 de março de 2018, foi feita Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.

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Marcantonio del Carlo

Marcantonio Del Carlo, 16-11-1965, de nacionalidade italiana, licenciado pela Escola Superior de Teatro e Cinema, autor, ator, encenador e realizador desde 1989 com trabalho reconhecido no teatro, cinema e televisão.

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Vasco Câmara

Vasco Câmara é desde 2007 editor do suplemento cultural Ípsilon do jornal PÚBLICO, integrando a equipa de críticos de cinema do jornal, de que é enviado especial nos Festivais de Cannes e de Veneza.

Autor do texto “O Cinema Acossado”, que abriu o catálogo “Cinema Português Anos 90” dedicado à retrospectiva organizada no Rio de Janeiro, Brasil, entre 1 e 13 de Novembro de 1994

Autor de “O Homem da Câmara de Filmar”, texto incluído na monografia dedicada ao documentarista norte-americano Ross McElwee no âmbito do ciclo organizado pelo DocLisboa 2005.

Leccionou Jornalismo Cultural no Mestrado de Jornalismo da Universidade Nova de Lisboa.

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Marco Martins

Marco Martins (1972) estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema, tendo depois completado a sua formação nos Estados Unidos, em escrita de argumento, na Tisch School of Arts.
Em 1999 co-fundou a Ministério dos Filmes, produtora de publicidade distinguida com vários prémios e menções nacionais e internacionais e com quem se estreia na produção de ficção para televisão com SARA, uma série de oito episódios com estreia marcada para Outubro de 2018, na RTP2. Os dois primeiros episódios desta série foram exibidos, pela primeira vez, no festival IndieLisboa 2018.
O trabalho de Marco Martins abrange diversas áreas incluindo cinema, artes plásticas e teatro. Os seus filmes têm sido apresentados nos principais Festivais Internacionais, tendo ganho em 2005 a Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes (Prix Regard Jeune) com “Alice”. Foi premiado também em festivais como Mar del Plata, Rotterdam ou London Raindance Film Festival, entre outras distinções como o Fassbinder Award (European Discovery of the Year). Em 2006 realizou a curta-metragem “Um ano mais longo”, escrita em parceria com Tonino Guerra, presente na Competição Oficial do Festival de Veneza. “São Jorge”, o seu filme mais recente, esteve em competição no Festival de Veneza, onde o actor Nuno Lopes ganhou o Leão de Ouro (Horizons Award) tendo depois estreado comercialmente em vários países. Foi, tal como “Alice”, pré-seleccionado para concorrer ao Óscar de melhor filme estrangeiro, e ainda para o Prémio Goya. Em Portugal, “São Jorge” foi galardoado com vários prémios da Sociedade Portuguesa de Autores, incluindo o de Melhor Filme Português de 2017 e recebeu sete prémios Sophia da Academia Portuguesa de Cinema.
No campo das artes plásticas colaborou com vários artistas, destacando-se a vídeo-instalação multicanal “Twenty One – The Day the World Didn’t End”, co-realizada com o artista italiano Michelangelo Pistolletto e exibida no Museu do Louvre, integrando a retospectiva Year One – Earthly Paradise, e também o filme “Insert”, co-realizado com a artista portuguesa Filipa César, trabalho que venceu o Prémio BES Arte e Finança e o prémio de Melhor Realizador no Festival IndieLisboa (2011). No Teatro fundou, em 2007, com Beatriz Batarda, a companhia Arena Ensemble que, desde então, tem apresentado espetáculos de forma regular nos principais teatros nacionais. A sua obra para palco divide-se entre o trabalho clássico de texto com uma forte componente coreográfica e projectos comunitários, como é o caso do seu último projecto, “Provisional Figures Great Yarmouth”, estreado recentemente no Festival de Norwich & Norfolk.

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Fátima Lacerda

Fátima Lacerda é carioca, radicada em Berlim desde 1988 e testemunha ocular da queda do Muro.

Entre 1998 e 2004 atuou como cantora no projeto “Fátima Lacerda & Band” incluindo uma premiação do Ministério da Cultura do Brasil no edital “Copa da Cultura” em 2006 resultante com apresentações no Sesc de São Paulo.

Estudou Letras, Português e Literatura Americana na Universidade Santa Úrsula no Rio de Janeiro, curso básico de Ciências Políticas na Faculdade Livre de Berlim e Estudo de Gestão Cultural e de Mídia, na Faculdade de Música Hanns Eisler com especialização em Patrocínio Cultural e Assessoria de Imprensa.

Atuou como Assessora de Imprensa na exposição a céu aberto em Alexanderplatz, “20 Jahre Mauerfall” no contexto do aniversário de 20 anos da queda do Muro de Berlim.

Entre 2010 e 2014 atuou como Curadora da Mostra “Perspectiva America Latina” na Oficina das Culturas em Berlim (Werkstatt der Kulturen). É jornalista Free lance para os principais meios de comunicação da imprensa brasileira (O GLOBO, A FOLHA, Estado de São Paulo). Desde 2013 mantém um Blog no portal do “Estadão”: “Todos os caminhos levam a Berlim”. Desde Abril de 2016 é colaboradora para o portal “Melhor Futebol do Mundo” do Esporte Interativo.

É integrante da equipe de redatores do Blog inberlin.de, que consta na lista dos dez mais lidos Blogs da capital alemã com as pautas cinema, gastronomia italiana, música e festivais em geral.

Desde Agosto atua como apresentadora e coordenadora da Q & A da Mostra “Cinema na Embaixada” em Berlim.

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Joana Pais de Brito

Joana Pais de Brito nasceu em Lisboa, em 1983, e teve a sua formação,como actriz, na escola William Esper Studio, em Nova Iorque, onde concluiu o curso de dois anos.

Antes iniciar a sua viagem como actriz, Joana foi Terapeuta Ocupacional, e trabalhou dois anos, num serviço de reabilitação psicosocial, do qual guarda gratas memórias. 

A partir de 2011, torna-se actriz profissional, e desde essa data tem participado nos mais diversos projectos em teatro, televisão e cinema, entre os quais se destacam, o programa “Camada de Nervos” (Canal Q), a curta-metragem “Celeste” e a longa-metragem “A Mãe é que Sabe”.

Em 2014 ganhou o prémio melhor de melhor actriz, no Shortcutz Lisboa, com a curta-metragem “Chico Malha”, e em 2017, o de melhor actriz secundária com a longa-metragem “A Mãe é que Sabe”, no festival Caminhos do Cinema Português.

Mais recentemente, fez parte do elenco principal do programa “Donos Disto Tudo” (RTP1), integrou o elenco da longa metragem “A Fábrica de Nada”, e participou nas séries “Madre Paula” (RTP1) e “Os Idiotas” (RTP2).

Neste momento, está entre Paris e Lisboa, e encontra-se a preparar as personagens das três curtas-metragens, em que participará ainda este ano, respectivamente, dos realizadores José-Maria Norton, Nuno Rocha e Diogo Lopes.  

Foi com grande entusiasmo que recebeu o convite para integrar o júri do festival Caminhos do Cinema Português, o único que festival do país que celebra, exclusivamente, o Cinema nacional.

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Ricardo Esteves

Ricardo Esteves é um jovem entertainer, humorista, músico e designer gráfico.
Nasceu em Coimbra no ano de 1993, onde estudou Artes Visuais e veio, mais tarde, a iniciar uma promissora carreira como YouTuber em 2012, plataforma onde criou mais de 1300 vídeos para mais de 50 mil seguidores, tendo-se especializado assim na área das artes audiovisuais e na respetiva manipulação digital, edição e composição de imagem, abrangendo fotografia, vídeo, som e design.
Fundou um podcast humorístico onde entrevistou figuras conhecidas, escreveu guiões e músicas originais, gravou anúncios, deu concertos, e marcou presenças em escolas e eventos oficiais, programas de televisão, revistas, jornais e rádios.
Apaixonado pelo cinema, pela fotografia, pela música e pelas artes multimédia no geral, visa aprofundar cada vez mais o seu leque de conhecimentos e de competências nestas áreas.
Atualmente, estuda Comunicação e Design Multimédia na Escola Superior de Educação de Coimbra e trabalha como designer gráfico em freelance.

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Catarina Alves Costa

Catarina Alves Costa é realizadora e antropóloga. Realizou, entre outros filmes, Senhora Aparecida (1994), Swagatam (1998) Mais Alma (2000), O Arquitecto e a Cidade Velha(2004), Nacional 206 (2009) Falamos de António Campos (2010) Pedra e Cal (2016). Estudou Antropologia Social, fez o Mestrado em Antropologia Visual no Granada Centre for Visual Anthropology da Universidade de Manchester, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e o Doutoramento na Universidade Nova de Lisboa com a tese Camponeses do Cinema. Representações da Cultura Popular no Cinema Português. Em 2000 fundou, com Catarina Mourão, a produtora Laranja Azul onde produziu filmes de Daniel Blaufuks, Sílvia Firmino e João Ribeiro, entre outros. É Professora Auxiliar da Universidade Nova de Lisboa e Coordenadora do Mestrado em Antropologia – Culturas Visuais. Coordena o NAVA (Núcleo de Antropologia Visual e da Arte), Linha temática do Centro em Rede em Antropologia / CRIA. Ensina também nos mestrados e doutoramentos da Universidade de São Paulo, no Brasil, e na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Barcelona, assim como no Lisbon Docs, Fórum para a Produção de Documentários.

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Nuno Gonçalves

Nuno Gonçalves é licenciado em Ciências Históricas pela Universidade Lusíada de Lisboa. Iniciou o percurso profissional numa empresa multinacional, da área do grande consumo em Madrid, Amesterdão, Colónia, e mais tarde em Portugal.
Foi Diretor de Marketing da Edivideo (representante dos catálogos das Majors americanas Paramount, Universal, Dreamworks e 20th Century Fox).
Posteriormente foi Director Comercial de Distribuição e Exibição da Filmes Castello Lopes, representante à época dos catálogos da 20th Century Fox e Miramax na distribuição para cinema.
A partir de 1999 integra os quadros da Lusomundo, inicialmente como Director de Marketing e posteriormente como Director Comercial, tendo mais tarde sido nomeado Director Geral. Com a compra da Lusomundo pela PT Portugal e com o posterior split para a ZON, é nomeado Administrador Executivo da ZON Lusomundo Audiovisuais.
Desde janeiro de 2015 é partner da Cinemundo.

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