A Vida Luminosa
The Luminous Life
Trailer
Cartaz Promocional
Informações Essenciais
Realização
João Rosas
País
PRT, FRA
Ano
2025
Duração
99’
Género
FIC
Idioma
PT
ID: 31CCP-673
Produção
Argumento
João Rosas
Elenco
Francisco Melo, Cécile Matignon, Margarida Dias, Federica Balbi
Produtores
Pedro Borges, Midas Filmes
Co-Produtores
François D’Artemare/ Les Films de L’Après-Midi
Sinopse
Primavera em Lisboa e Nicolau faz 24 anos, mas não festeja. A viver em casa dos pais refém de um sonho de ser músico que não se concretiza e preso à imagem ideal de uma ex-namorada que o deixou há um ano e não voltou a rever, Nicolau sente-se incapaz de andar para a frente e inventar uma vida que seja sua. Vai tendo biscates que não lhe permitem sair de casa dos pais, até ao dia em que descobre que também a mãe está tão insatisfeita com a vida como ele. Nicolau sofre um abalo, mas não cai. Pelo contrário, avança. Arranja emprego numa papelaria, muda-se para uma casa partilhada, e lá se põe então a vida de novo em movimento. E com ela os sonhos e o coração. Lá à frente, uma rapariga e uma ilha.
Synopsis (English)
It’s springtime in Lisbon and Nicolau turns 24, but he’s not celebrating. Living in his parents’ house, hostage to a dream of being a musician that never comes true and plagued by the ideal image of an ex-girlfriend who left him a year ago and never came back, Nicolau feels incapable of moving forward and inventing a life of his own. He takes odd jobs until the day he discovers that his mother is just as dissatisfied with life as he is. Nicolau is shaken, but he doesn’t stumble.
Biografia – Realizador
JOÃO ROSAS (Portugal,1981) é autor de três coletâneas de contos e diversas curtas-metragens, como “Minha mãe é pianista” (2005), “Nascimento de uma Cidade” (2009), “Entrecampos” (2012), “Maria do Mar” (2015), estreado em Locarno e premiado em Portugal, Espanha e Brasil, e “Catavento” (2020), que ganhou o prémio Melhor Curta-Metragem no BAFICI 2021 e Menção Especial do Júri no Festival du Cinéma de Brive. Seu último filme, “Death of a City” (2022) ganhou o DocAlliance Award 2023 de Melhor Longa-Metragem. FILMOGRAFIA 2022 A Morte de uma Cidade Morte de uma cidade (115’), doc. Prêmio DocAlliance – Melhor Longa-Metragem Documentário 2020 Catavento (40’) Melhor Curta-Metragem, BAFICI – Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente, Argentina Menção Especial do Júri, Festival du cinéma de Brive, França 2015 Maria do Mar (35’) Melhor Curta-Metragem, Curtas Festival Internacional de Cinema de Vila do Conde, Portugal Melhor Curta-Metragem Internacional, Olhar de Cinema-Festival Internacional de Cinema de Curitiba, Brasil 2012 Entrecampos (32’) 2009 Nascimento de uma Cidade (50’), doc. 2005 A minha mãe é pianista (3’)
Biography – Director (English)
JOÃO ROSAS (Portugal,1981) is the author of three collections of short stories and various short films, such as “My mother is a pianist” (2005), “Birth of a City” (2009), “Entrecampos” (2012), “Maria do Mar” (2015), premiered in Locarno and prizewinner in Portugal, Spain and Brazil, and “Catavento” (2020), which won the prize for Best Short Film at BAFICI 2021 and a Special Mention from the Jury at the Festival du Cinéma de Brive. His latest film, “Death of a City” (2022) won the DocAlliance Award 2023 for Best Feature. FILMOGRAPHY 2022 A Morte de uma Cidade Death of a city (115’), doc. DocAlliance Award – Best Feature Documentary 2020 Catavento (40’) Best Short-film, BAFICI – Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente, Argentina Special Mention of the Jury, Festival du cinéma de Brive, France 2015 Maria do Mar (35’) Best Short-film, Curtas Vila do Conde International Film Festival, Portugal Best international Short-Film, Olhar de Cinema-Curitiba International Film Festival, Brasil 2012 Entrecampos (32’) 2009 Birth of a City (50’), doc. 2005 A minha mãe é pianista (3’)
Statement / Declaração
Vim para o cinema pelas histórias e pela vontade de contá-las. Foi pela profunda vontade de continuar contando essa história e dando vida a esses personagens que cheguei a esse filme. Escrevi-o num só fôlego, como se o filme já existisse algures por aí, nas ruas da cidade, apenas à espera que uma voz ganhasse corpo e movimento. Com este filme pretendo dar continuidade ao universo ficcional iniciado em 2012 com “Entrecampos” e habitado pelas personagens de Nicolau e Mariana, cujas vidas, aventuras e transformações venho inventando e acompanhando desde então nas minhas duas curtas-metragens seguintes. Depois de ter retratado Nicolau ainda criança, aos 11 anos, como amigo de Mariana em Entrecampos; aos 14, como a protagonista adolescente que desperta para a sexualidade em Maria do Mar; e aos 18 anos, quando ingressou na faculdade no Catavento, proponho-me agora olhar o mundo pelos olhos de Nicolau em sua transição para a vida adulta. Seu crescimento acompanhou minha evolução como cineasta, e sua chegada à idade adulta corresponde à minha chegada ao cinema. É mais uma vez um filme escrito de raiz para os actores que têm vindo a dar corpo e alma, gestos e voz, àquelas personagens – Francisco como Nicolau, Francisca como Mariana, tendo em conta tanto a evolução das suas características pessoais ao longo dos anos, como a sua progressão como personagens na narrativa que me interessa desenvolver. É do equilíbrio entre ambos que se molda a riqueza deste método de trabalho, cujas vantagens são evidentes para o registo realista que procuro, e do qual a argumentação é apenas o primeiro passo. Já conheço esses corpos, essas entonações, os seus pontos fortes e fracos, os seus timings cómicos, o que me dá uma enorme segurança e liberdade criativa na hora de filmar. Pretendo, antes de mais nada, filmar pessoas, enriquecer a ficção com o que elas trazem para o filme. O fato de personagens e atores estarem na mesma fase da vida, diante de dilemas e situações semelhantes, com as quais se identificam, fortalece essa abordagem. No caso de Francisco e Francisca, por exemplo, a amizade que cresceu entre eles ao longo dos anos, e que reflecte a de Nicolau e Mariana, permite uma cumplicidade real e inimitável que transparece em cada cena entre eles. A riqueza deste universo de personagens advém não só da duração do arco narrativo em que estão inseridos, mas também do facto de estarem intransigentemente ancorados no real, no concreto, no físico, na forma de falar, na forma como se olham e na relação entre os seus corpos dentro de um mesmo enquadramento, como aprendi com Renoir, Rohmer, e mais recentemente Guillaume Brac. Esta energia e vitalidade, esta relação entre todos os intervenientes – os antigos cúmplices e os novos, os principais e os secundários – são fundamentais no método de trabalho que tenho vindo a desenvolver. Minhas referências são Martin Rejtman e principalmente Hong Sang Soo. Nos seus filmes, o que parece simples é construído em torno de pequenos episódios do quotidiano que moldam a experiência de cada um de nós no mundo – decisões e indecisões, erros e desilusões, mal-entendidos e acidentes que mudam o rumo das nossas vidas, relações amorosas e amizades que formam o núcleo da nossa personalidade. Em termos de diálogo, a referência fundamental é João César Monteiro, cujo olhar sobre o desejo e a sedução, cujo corpo na cidade e na moldura moldam os de Nicolau. Tal como João de Deus, Nicolau é um colecionador de paixões e desejos, e embora o corpo de Nicolau não seja o de César, nem o de Léaud ou Keaton, é nesta nobre linhagem de figuras que gostaria de inserir Francisco, cujo corpo mudou à medida que o filmei crescendo. É ele quem nos guia entre os vários espaços da cidade, ligando-os através dos seus percursos quotidianos, os dos vários empregos temporários, os das amizades ou os do amor. Mas o percurso de Nicolau é também, e sobretudo, interno, feito de pequenas epifanias e de mudanças complexas próprias da fase da vida que atravessa: a intensidade das primeiras relações amorosas, a procura de uma vocação e a expectativa de uma maturidade esclarecedora que nunca chegará. , a exigência de decisões quanto ao rumo a seguir e ao ingresso no mercado de trabalho. Perante a complexidade destes desafios universais, proponho o detalhe, a simplicidade e o requinte formal, que garantirão que o caso particular de Nicolau possa ser sentido e partilhado por todos. O cinema sempre foi uma forma de me relacionar com pessoas e lugares que me interessam e fascinam. A força deste universo de personagens, e deste filme em particular, vem desta crença.
Statement / Declaration (English)
I came to cinema for the stories and the desire to tell them. It was due to the deep desire to continue telling this story and bringing these characters to life that I came to this film. I wrote it in one breath, as if the film already existed somewhere out there, on the streets of the city, just waiting for a voice to gain body and movement. With this film, I intend to continue the fictional universe started in 2012 with “Entrecampos” and inhabited by the characters of Nicolau and Mariana, whose lives, adventures and transformations I have been inventing and following since then in my two following short films. After having portrayed Nicolau as a child, aged 11, as Mariana’s friend in Entrecampos; at 14, as the teenage protagonist who awakens to sexuality in Maria do Mar; and at 18 when he entered college in Catavento, I now propose to look at the world through the eyes of Nicolau in his transition to adult life. His growth has accompanied my evolution as a filmmaker, and his arrival into adulthood corresponds to my arrival into feature films. It is once again a film written from scratch for the actors who have been giving body and soul, gestures and voice, to those characters – Francisco as Nicolau, Francisca as Mariana, taking into account both the evolution of their personal characteristics over the years, such as their progression as characters in the narrative that I am interested in developing. It’s from the balance between both, that the richness of this working method is shaped, whose advantages are evident for the realistic register I seek, and of which the argument is just the first step. I already know those bodies, those intonations, their strengths and weaknesses, their comic timings, what gives me enormous security and creative freedom when filming. I intend, first and foremost, to film people, to enrich the fiction with what they bring to the film. The fact that characters and actors are at the same stage of life, faced with similar dilemmas and situations, with which they identify, strengthens this approach. In the case of Francisco and Francisca, for example, the friendship that grew between them over the years, and which reflects that of Nicolau and Mariana, allows for a real and inimitable complicity that shines through in every scene between them. The richness of this universe of characters comes not only from the duration of the narrative arc in which they are inserted, but also from the fact that they are uncompromisingly anchored in the real, in the concrete, in the physical, in the way of speaking, in the way they look at each other and in the relationship between the their bodies within the same frame, as I learned from Renoir, Rohmer , and more recently Guillaume Brac . This energy and vitality, this relationship between all the actors – the old accomplices and the new ones, the main ones and the secondary ones – are fundamental to the work method that I have been developing. My references are Martin Rejtman and especially Hong Sang Soo. In their films, what seems to be simple is built around small everyday episodes that shape each one of us’s experience in the world – decisions and indecisions, mistakes and disappointments, misunderstandings and accidents that change the course of our lives, loving relationships and friendships that form the core of our personality. In terms of dialogue, the fundamental reference is João César Monteiro, whose look at desire and seduction, whose body in the city and in the frame shape those of Nicolau. Like John of God, Nicholas is a collector of passions and desires, and although Nicholas’s body is not that of Caesar, nor that of Léaud or Keaton , it is in this noble lineage of figures that I would like to insert Francis, whose body changed as I filmed him growing. He is the one who guides us between the various spaces of the city, connecting them through their daily routes, those of various temporary jobs, those of friendships or those of love. But Nicolau’s journey is also, and above all, internal, made up of small epiphanies and complex changes typical of the phase of life he is going through: the intensity of his first love relationships, the search for a vocation and the expectation of a clarifying maturity that will never arrive. , the requirement for decisions regarding the direction to follow and entry into the job market. Faced with the complexity of these universal challenges, I propose detail, simplicity and formal refinement, which will ensure that Nicolau’s particular case can be felt and shared by everyone. Cinema has always been a way for me to relate to people and places that interest and fascinate me. The strength of this universe of characters, and this film in particular, comes from this belief.
Equipa Técnica de Realização
Fotografia / Cinematography
Paulo Menezes
Montagem / Editing
Luís Miguel Correia
Som / Sound
Olivier Blanc
Direção Artística / Art Direction
Cláudia Lopes Costa
Sessões de Exibição / Screenings
| Data | Dia | Hora | Local | Legendas |
|---|---|---|---|---|
| 17/11/2025 | SEG | 09:30 | CTT | EN |
| 18/11/2025 | TER | 14:30 | AMP | EN |
| 19/11/2025 | QUA | 14:30 | TAGV | EN |
Teatro Académico de Gil Vicente
Auditório Municipal de Penacova
Informação sobre Bilhetes
Os bilhetes podem ser adquiridos online através dos links acima ou presencialmente nos locais de exibição, sujeito a disponibilidade.
Tickets can be purchased online through the links above or at the venues, subject to availability.
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