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    Crónica do Espectador Fantasma (1)

    Volvido o seu quarto de século de existência celebrado no ano passado, o Festival Caminhos do Cinema Português regressa em 2020 com um novo ímpeto, bem mais destemido a que nos habituou. Seguindo a vertente mais heróica que a maioria dos educadores procura enfatizar nos livros de história, a organização do Festival aposta com um espírito de persistência cultural na confiança e coragem – quer dos espectadores, quer dos cineastas – em ir à sala de cinema nestes tempos incertos, de forma a ecoar o mantra actualmente publicitado nas redes sociais de #aculturaésegura. Mais que um apelo, trata-se de uma afirmação que a projecção audiovisual em sala é recompensadora, nem que seja enquanto refúgio das notícias e sensacionalismos alarmantes dos media. Um escopo que as transmissões internáuticas não possibilitam, por mais tentador que seja o seu aparente conforto publicitado.

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    “Elo”, de Alexandra Ramires: “Há um lado de beleza naquilo que é assustador”

    Foi a partir do Porto que Alexandra Ramires, mais conhecida por Xá, falou da sua mais recente criação, a curta-metragem “Elo” (2020). Este filme de animação estreou em Coimbra no dia 20 de novembro e integra as Secções Competitivas – Seleção Caminhos. 

    O trabalho mais recente de Alexandra Ramires conta já com o carimbo do 56.º Festival Internacional de Cinema de Chicago, tendo ganhado o prémio principal da competição (o Hugo de Ouro). “Uma bela paleta invertida de preto-e-branco atrai-nos imediatamente e uma grande quantidade de silêncio mantém-nos lá”. São estas as palavras do júri sobre a curta-metragem de animação “Elo”.

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    Destaques de quinta-feira, dia 26 de novembro

    Esta quinta-feira, dia 26 de novembro, sugerimos-lhe que se deixe apaixonar pelo “coro de afetos” de “Amor Fati” (Cláudia Varejão) e que acompanhe o Nuno de “Discos Perdidos“, um açoriano a viver em Lisboa, na sua busca pela coleção de vinis da adolescência. Em estreia nacional no Festival Caminhos do Cinema Português, a película de Tiago P. de Carvalho cruza os acordes dos The Pale Saints, Pixies e The Cure com o tradicional folclore da cultura açoriana. O realizador marcará, inclusive, presença na sessão das 15h.

    Já ao final da tarde, a nossa proposta passa por uma outra estreia nacional: “Aos Nossos Filhos” (Maria de Medeiros) – uma narrativa no feminino que explora a relação entre mãe e filha.

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