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Ruby, de Mariana Gaivão – Selecção Caminhos (2019)

Ruby, de Mariana Gaivão Selecção Caminhos – 26/11/2019 – 17:30 Teatro Académico de Gil Vicente O canto da madrugada desce a montanha queimada, ecoando no xisto de uma aldeia portuguesa. Ruby desperta e ergue-se na meia luz. No exterior, o seu cão Frankie fugiu. Filha de dois mundos, aquele que os pais ingleses deixaram para


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Crónica de Encerramento

Após 177 filmes e mais de uma semana de festa, nada melhor do que fechar com chave d’ouro a XXV edição do Festival Caminhos do Cinema Português, contando assim com uma grandiosa e entusiasmante cerimónia de entrega de prémios que teve início pelas 21:45 na já conhecida casa do Teatro Académico Gil Vicente. 

Com o acompanhamento musical da Big Band Rags, da Tuna Académica da Universidade de Coimbra, e a presença de diversas figuras que contribuíram, contribuem e continuarão a contribuir para o panorama cinematográfico nacional.

A noite iniciou-se com uma breve introdução sobre o decurso da cerimónia e logo discursaram figuras da direção e organização do festival como Tiago Santos e António Pita.

Prosseguiu-se à apresentação dos variados prémios, começando com o júri da seleção “Outros Olhares” sendo o vencedor o filme  Actos de Cinema de Jorge Cramez.

 Day Release de Martim Winter e Quem me dera em vez de uma câmera ter uma mosca de Cláudia Craveiro Santos, ganharam de seguida os prémios da Seleção Ensaios para ensaio internacional e nacional, respectivamente, com Menções Honrosas para La Llorona de Rosanna Cuellar e Ode à Infância de Luís VItal e João Monteiro.

O público foi em conseguinte agraciado pela atuação de Big Band Rads, num momento musical que alegremente deliciou o público durante as diversas “pausas musicais”. Banda que acompanhou a subida a palco dos nomeados e júris durante o prolongamento da noite.

Sucedeu-se a entrega dos prémios por parte do júri Imprensa Cision e do júri de Imprensa CISION. O primeiro painel de júris, atribuiu o seu prémio de melhor filme a Fordlandia Malaise de Susana de Sousa Dias, com uma menção honrosa ao filme Past Perfect de Jorge Jácome. O júri FICC, seguiu-se considerando o filme Cerro dos Pios de Miguel de Jesus como merecedor do seu prémio D. Quijote, atribuindo ainda uma menção honrosa para A Raposa de Leonor Noivo.

O júri da Seleção Caminhos, Hugo Van Der Ving, Carla Vasconcelos, Lucinda Loureiro e João Telmo, apresentaram os vencedores dos 21 prémios, que, contaram de forma com uma menção especialíssima para Efeitos Especiais, consagrada a Fernando Alle pelo filme Mutant Blast. 

Dentro dos prémios técnico-artísticos, destaque para Pedro Filipe Marques, vencedor do prémio de melhor realizador com o filme Viveiro, Vitalina Varela, galardoada com o prémio de melhor atriz no filme homónimo, e Sérgio Praia, melhor ator, pela sua prestação em Variações.

Nos prémios oficiais da Seleção Caminhos, o primeiro grande vencedor da noite foi Maria Abreu a contar para o Prémio Revelação, no filme Tristeza e Alegria na Vida das Girafas. Na categoria de melhor filme de animação, os jurados decidiram que o Peculiar Crime do Estranho Sr Jacinto, de Bruno Carvalho, merecia a sua glória. O já premiado Fordlandia Malaise, de Susana de Sousa Dias, venceu mais uma vez, agora com o galardão de melhor documentário da Seleção Caminhos. A medalha de melhor curta metragem foi entregue a RUBY, de Mariana Gaivão, película que também já tinha ganho na categoria de melhor cartaz, recebendo largos elogios do júri. O prémio de Melhor Ficção GesMo acabou entregue a Alva, de Ico Costa. 

No que foi o clímax desta noite a relembrar, o Grande Prémio do Festival Caminhos do Cinema Português, foi merecido a Vitalina Varela, de Pedro Costa, recebendo largos e duradouros aplausos do público presente.

Público esse, que durante 9 dias  foi também júri, votando após cada sessão de modo a atribuir o Prémio do Público Chama Amarela. No final o vencedor recaiu sob Quero-te Tanto, a comédia romântica realizada por Vicente Alves do Ó.

Contas feitas, Variações, de João Maia, foi a obra mais galardoada da noite, podendo agora reclamar 5 prémios na XXV Edição do Festival Caminhos do Cinema Português. A obra biográfica levou para casa as já mencionadas honras e ainda o prémio de melhor ator secundário, atribuído a Filipe Duarte, melhor caracterização, Magalí Santana e melhor guarda roupa para Patrícia Dora.


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Destaques 26 de Novembro

No dia 26 de novembro, o Festival Caminhos do Cinema Português na Seleção Caminhos apresenta “Invisível Herói” de Cristèle Alves Meira. Esta curta conta a história de Duarte invisual de 50 anos que procura por Leandro, o seu amigo imigrante cabo-verdiano desaparecido. Também inserido nesta sessão é apresentado o documentário “Serpentário” de Carlos Conceição. Um viajante chega vindo do céu à procura de redenção. A história avança com uma narração que se divide entre a voz do protagonista sem nome e uma voz feminina, de quem não se conhece o rosto ou condição. A sessão começa às 21:45 no Teatro Académico de Gil Vicente. Referência ainda para Linhas Tortas, de Rita Nunes, às 15:00.

É um dia recheado de convidados especiais que possibilitam ao público o contacto directo com os criadores do nosso cinema. Estarão presentes Mariana Gaivão, realizadora do filme “Ruby”, Rui Esperança, realizador de “Os Inúteis” e “18”, bem como Marta Fatal e Rafael Marques, também do filme “Os Inúteis”, representando o “Último Acto”, a realizadora Maria Hespanhol e Ricardo Almeida, e, por fim, Cristèle Alves Meira, realizadora, e Duarte Pina, actor, de “Invisível Herói. 



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Premiados XXV Edição

No dia 30 de Novembro entregaram-se os prémios da XXV edição dos Caminhos do Cinema Português. A cerimónia começou às 21h45 no Teatro Académico de Gil Vicente contando com o acompanhamento musical da Big Band Rags, da Tuna Académica de Coimbra. 


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Believe us, our cinema is for everyone

Caminhos recognizes that cinema can be made by aspiring or establishing authors, but more important: it should be seen by everyone. For this reason, all of our movies have English subtitles. Until next Saturday you will have the opportunity to watch author’s cinema and commercial cinema, with different choices for every age groups, from the youngest to the oldest. 


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Selecção Caminhos (2019)

A programação da Selecção Caminhos pretende mostrar a riqueza pela diferença, tanto do ponto de vista imagético e conceptua, mas preocupada com a exibição de vozes parciais nesta que é a luta pela criatividade com limitados recursos e oportunidades.