Caminhos do Cinema Português

Premiados

Terminaram as sessões competitivas da XVI Edição dos Caminhos do Cinema Português, que decorreram em Coimbra, de 18 a 26 de Abril de 2009, depois de uma semana intensa de cinema português, que se afirmou por não passar diluído nos restantes festivais nacionais, temos o prazer de informar que os vencedores são:
 
No que concerne aos Prémios do Júri Oficial, o Júri Oficial constituído por Ilya Pierre Nicolas Sémionoff, José Alexandre Cardoso-Marques e Paulo Cunha, atribuiu:

Grande Prémio do Festival – Aquele Querido Mês de Agosto, de Miguel Gomes
Prémio atribuído a um filme que revelou um impressionante, refrescante e estimulante valor artístico. De uma forma aparentemente simples e desenvolta, o filme consegue levar o espectador a reflectir sobre diversos aspectos essenciais ao fenómeno cinematográfico.

Melhor Longa-metragem – Entre os Dedos, de Tiago Guedes e Frederico Serra
Prémio atribuído pelo valor humano e social do filme, particularmente as poderosas interpretações dramáticas de Isabel Abreu, Filipe Duarte e Gonçalo Waddington.

Menção Honrosa – Goodnight Irene, de Paolo Marinou-Blanco
Prémio atribuído a um filme marcado pela construção fascinante e singular das personagens e por uma narrativa inquietante e angustiante. Destaque também para a excelente qualidade da direcção de fotografia.

Melhor Curta-metragem – Os Vigilantes, de António Gonçalves e Ricardo Oliveira
Prémio atribuído aos jovens realizadores pela originalidade, simplicidade e fluidez da narrativa apresentada e pela coerência e sobriedade manifestada pelos autores na construção fílmica.

Melhor Animação – Cândido, de Zepe
Prémio atribuído pela alta valia criativa do filme apresentado, onde se evidencia um cuidado excepcional numa construção gráfica complexa, diversa e rica das personagens e dos espaços.

Melhor Documentário – Falamos de António Campos, de Catarina Alves Costa
Prémio atribuído pelo excelente trabalho cinematográfico no campo do filme documental e pela importância do filme na justa divulgação da obra de um dos cineastas portugueses mais marginalizados na história do cinema em Portugal.


Prémio Revelação – Joana Cunha Ferreira
Prémio atribuído pelo envolvimento de Joana Cunha Ferreira num conjunto significativo de obras de grande valor artístico e cultural apresentado em competição no campo do documentário, concretamente Coração Independente (realização), O meu amigo Mike ao trabalho (direcção de produção) e Falámos de António Campos (direcção de produção).

No que concerne ao Prémio do Júri de Imprensa constituído Ana Catarina Pereira em representação da Magnética Magazine, António Alves em representação do Diário As Beiras, Fernando Oliveira em representação da Rádio Universidade de Coimbra (RUC), François Fernandes em representação de A Cabra Jornal Universitário de Coimbra e Miguel Estima em representação do Clip Suplemento de Cultura Diário de Aveiro distinguiu:

Prémio de Imprensa – Mulheres da Raia, de Diana Gonçalves
Prémio atribuído devido a relevância da temática e a forma como a realizadora se envolveu para retratar as mulheres que se dedicaram ao contrabando na raia minhota nas décadas de 50 e 60. Com uma intimidade que a autora demonstrou ter alcançado através da sua vivência multicultural de ambos os lados da fronteira, recolheu depoimentos históricos emotivos, que apelam à eternização de um tema habitualmente esquecido.
 
Menção Honrosa – Falamos de António Campos de Catarina Alves Costa
Prémio atribuído devido ao retrato de um cineasta amador que sonhava tornar-se profissional, numa demonstração de amor incondicional à Sétima Arte. A não concretização do sonho não impediu que se tornasse num dos nomes incontornáveis do Cinema em Portugal.
 
O Júri da Federação Internacional de Cineclubes constituído por João Currais, em representação da Federação Portuguesa de Cineclubes, Portugal, Joep Aarts em representação da Federação: Norwegian Federation of Film Societies, Noruega e Christl Grunwald-Merz em representação da Federação: Bundesverband Jugend und Film, Alemanha atribuiu:
 
Prémio D. Quijote – Guisado de Galinha, de Joana Toste
Prémio atribuído porque conseguiu através da ironia, transmitir a mensagem sobre os portugueses assim como aqueles detentores de uma identidade mais universal, é do consenso do júri que este filme irá chegar tanto às audiências portuguesas como a outras nacionalidades, o qual deve ser um dos principais objectivos de um filme premiado com o Prémio D.Quijote.

Menção Honrosa – Corpo Todo, de Pedro Sena Nunes
O Filme provoca um enorme impacto no público devido ao seu forte apelo social na forma como aborda um assunto tão delicado, o qual consiste no ensaio de um grupo de pessoas deficientes para um espectáculo de dança. É um grande exemplo de um documentário o qual não só fala sobre um assunto de grande relevância social mas ao mesmo tempo não ignora a faceta estética de fazer cinema.

Por último o Prémio do Público – Prémio REN, foi decidido entre as votações dos espectadores/público do festival, e eles enquanto espectadores consagraram o filme: A Corte do Norte, de João Botelho

A Cerimónia de Encerramento decorrerá no Teatro Académico de Gil Vicente, hoje dia 26 de Abril, pelas 22 horas, e esperamos contar com a maioria dos premiados presentes. Esperamos igualmente ter dado um pequeno contributo para que o cinema português esteja cada vez mais ao alcance de todos. Esperamos que este impulso de promoção do cinema português se reflicta nas próximas edições em maiores apoios e numa maior atenção por parte do espaço mediático português para esta cultura.