Caminhos do Cinema Português

Crónica

 
“Caminhos” na recta final

Dia em que termina a secção oficial e as decisões ficam nas mãos dos diversos júris, têm lugar três sessões, às 15, 17, e 22horas, no final das quais o grande júri do público, por votação em urna, recolhida após cada sessão, concluirá o seu trabalho, decidindo o “Prémio REN”.
Destaca-se na sessão das 15h, o documentário de Fernando Lopes “O Meu Amigo Mike ao trabalho”, um tributo ao pintor Mike Biberstein que reside em Portugal há mais de 30 anos e tem uma forma de criar muito própria que Lopes registou de um modo original.
Pelas 17 horas, merece uma atenção muito especial “Corpo Todo”, de Pedro Sena Nunes, um trabalho de interacção com pessoas “diferentes”, onde a expressão corporal e a música são dominantes e a narrativa muito própria deste documentarista.
Às 22 horas, será exibida a longa-metragem “100 Volta”, de Daniel Souza, esperando-se a presença do jovem produtor independente Francisco Bravo Ferreira.
Na quinta-feira, dia 23, a sessão da noite contou com sala cheia, para assistir à longa “Entre os Dedos” de Tiago Guedes e Frederico Serra, um filme sobre os confrontos sociais e familiares de uma família portuguesa, que luta para sobreviver aos problemas que surgem. No final da sessão, o filme noir de curta-metragem “À Flor da Pele”, de Nuno Portugal, proporcionou uma longa conversa entre os espectadores e os elementos presentes, o realizador, o produtor António Ferreira e a actriz principal, Cláudia Carvalho e o próprio realizador.
Ontem, a meio da tarde, decorreu no bar do TAGV o colóquio “Cinema Português: O Estado da Arte”, moderado por Paulo Granja e com as presenças dos realizadores José Carlos de Oliveira e Margarida Gil, em representação da ARCA e da APR, Pedro Pita, director da Delegação Regional da Cultura do Centro, Abílio Hernandez, docente na Universidade de Coimbra, Rita Freitas, presidente da Direcção da FPCC e membro do Cineclube de Torres Novas, e João Paulo Macedo, seu antecessor na FPCC e Director do FIKE, Festival de Curtas-metragens de Évora.
Claro que, sabendo-se o tema do debate, imagina-se a “energia” presente na mesa que facilmente transbordou para a sala, bem recheada de participantes…
Os convidados e staff do festival fazem hoje uma visita cultural, pelos pontos mais significativos da cidade, como são a Biblioteca Joanina, a Universidade e a Sé.